Sou forçado a ter de responder aqui perante o que se passou e, de uma forma sucinta, indicarei o que se passou.
Certa personagem que assina como “Mateus Fonseca”, escreveu um comentário inusitado, o qual não irei transcrever (para não mais me acusarem), mas que em diversos locais está publicitado. Tal comentário incentivava ao uso abusivo dos comentários de um blogue terceiro, de forma arbitrária e de modo a virar a situação, a que dava como sujeito “nós”, passivamente subentende-se o pronome “nós” como referente ao Partido Comunista Português, devido à conotação deste blogue e dos seus ideais. Mas essa subjectividade embora admissível não é referência, tanto mais que este blogue não está implícito ao Partido Comunista Português, é um blogue não anónimo, dado que assino sempre os meus artigos, mas ainda assim de pensamento pessoal, vocacionado obviamente para a temática comunista, e como tal superior ao Partido Comunista Português, mas reafirmo, o autor deste blogue apoia o Partido Comunista Português, obviamente em alguns casos discordará. Posto isto o “nós” não pode ser, de maneira nenhuma” implicado ao Partido Comunista Português nem aos seus membros ou simpatizantes, tanto mais que esse tal “Mateus Fonseca” pode muito bem ser uma fraude ou pessoa fictícia, e como tal, o que diz não se escreve.
Em relação ao comentário propriamente dito, foi a primeira vez que tal se sucedeu, na plataforma WordPress ou na plataforma Sapo. O comentário em questão, pedia que se subvertesse uma discussão num blogue alheio. Mais se faz saber que este blogue não permite comentários deste tipo e dos publicamente condenáveis sejam de que matéria for. Mas o seu autor na boa-fé do espírito judicial e da aplicação dos fundamentos básicos da justiça, que felizmente ainda tem algum peso, pelo menos ao nível da opinião pública, ora, o autor deste blogue concedeu um prazo de resposta de defesa do autor do comentário, pelo que não procedeu à sua imediata censura, por outro lado, os leitores têm o direito de saber o que se passa e do motivo da repreensão por parte do autor deste blogue, pelo que foi decidido pela parte deste, iniciar um período de cinco dias normais, para a fundamentação da comentário, sua modificação ou eventual pedido de desculpas.
Entretanto foi este blogue o seu autor e TODOS OS COMUNISTAS EM GERAL, de não praticarem a boa-fé na discussão pública, de passivamente contribuírem para este problema, isto por parte, do blogue terceiro em causa e do seu autor, que pela forma como expôs o caso no seu blogue, incitou que, por trás deste “Mateus Fonseca” estaria o Partido Comunista Português em comunhão comigo enquanto autor deste blogue, pelo que manifestamente se prova infundado e do uso deste caso para acusar indirectamente o Partido Comunista Português, eu próprio e do comunismo enquanto moldes de funcionamento e dos comunistas portugueses.
Acho que a justiça deve ser aplicada, ordeira e ordenadamente faseada, para que ninguém sai prejudicado, nem vítimas, nem praticante da ofensa, e este blogue concederá sempre o direito à auto-defesa e à justificação perante todos dos seus actos, não punindo sumariamente, ao estilo da PIDE. Assim como este blogue condena veemente o “Mateus Fonseca”, também condena todos aqueles que usaram deste caso para atacar a actividade política e pública do Partido Comunista Português, dos seus membros e simpatizantes, bem como exporem este blogue como um blogue de marginais ou de pessoas que não sabem agir. Esclarecendo embora não seja obrigado, que também comentários contra o Partido Comunista Português e do comunismo, utilizando os mesmos métodos que o “Mateus Fonseca” utilizou, já por cá passaram tendo os comentários censurados após o tempo de auto-defesa.
Para terminar, informo que o comentário em causa foi censurado ao quinto dia, como determinado.
Eu, Virgilio Miguel Almeida Alves, o fiz escrever em Tomar, aos vinte dias de Setembro de dois mil e oito.
A guerra das ideologias diz-se que terminou aquando do fim da guerra fria, e a derradeira luta entre o socialismo e o capitalismo teve o seu período áureo no pós guerra, durante a guerra fria o mundo assistiu a um equilíbrio pelo terror, o temor de uma Terceira Guerra Mundial, a guerra nuclear, ainda mais catastrófica e mortífera que as suas predecessoras, que oporia a esfera soviética com a esfera estado-unidense, com consequências muito mais graves, onde e uma vez mais a Europa seria um dos palcos de maior risco, mas que deste feita, os alvos seriam as capitais destas esferas, Moscovo e Washington, seria a guerra mundial, mas amplamente mundial que houvera existido.
Não poderia deixar passar este dia sem me expressar diante de todos vós, e começo logo por questionar se todos nós portugueses encaramos Portugal com a nossa pátria e a nossa nação, para o bem e para p mal, agora e para sempre. Porque não sei bem porquê parece-me que o tão aclamado orgulho lusitano está sintonizado num único canal, o do futebol. Mas também quem não gosta de uma futebolada à maneira?
Volto a trazer este tema que havia publicado há uns meses atrás, ainda quando estava na plataforma do SAPO.
São palavras do quotidiano da análise da sociedade moderna, e não adianta desmentir, a informação chega-nos de toda a parte e informação não é necessariamente sinónimo de conhecimento, pode ser uma ferramenta (e poderosa) para o adquirir, contudo, a informação como tudo na vida tem prós e contras. O que se entende por uma sociedade da informação? Uma comunidade bem informada? Ou… Excessivamente informada?
Quando se pensar em sobre o que é ser comunista, quase de imediato salta à cabeça das pessoas é o seguinte: o comunismo praticamente não existe, é um regime obscuro, decadente, do século passado, utópico, etc… Mas felizmente há alguns que sabem distinguir as coisas, e vêem-no como um outro sistema económico, uma outra via ou simplesmente uma outra maneira de conduzir a vida em sociedade, e claro, não me refiro a quem é comunista, se por um lado a maioria dos “não-comunistas” estigmatiza o comunismo, por outro há inúmeros que conseguem ver nele alguns pontos fortes, mesmo quem siga somente à direita. Então o que é ser comunista? Quando digo a alguém que sou comunista, muitos olham para mim e fazem aquela cara de conhecedores da vida, e dizem, “isso é só uma fase”! Bem, ainda não prevejo o futuro, mas não me vejo a “fugir” a esta ideologia… Pelo menos de forma brusca, como certas pessoas o fizeram. Mas como dizia, olham-me como uma pessoa do contra, se calhar é verdade, há muitas coisas que sou contra e poucas que sou a favor, mas enfim, o que penso é que neste país, já se perdeu o espírito da autêntica liberdade, dos dias seguintes ao 25 de Abril, da reforma agrária, das nacionalizações e das grandes manifestações. Hoje ninguém se preocupa com o outro, para que ir às manifestações se os bufos contam tudo, para quê ser solidário para com os trabalhadores das fábricas a fechar, para quê refilar se ninguém ouve, ??? Não a mim não me conformam, apenas tenho pena de “irritar” as pessoas que passam ao pé de mim, e de lhes falar um cento de vezes, nos podres do regime, da bagunça do governo. Aeroportos, tratados, enfim… coisas inúteis num país à beira do colapso onde o salário real decresce e o salário mínimo nacional são 84 contos e quinhentos. Mas enfim, que apenas estes me oiçam, se de certo, alguma coisa há de se espalhar espero eu, enquanto o Latim não me faltar sempre dá para juntar ao Inglês técnico que graça por este país fora. É moderno… É moderno, dizem todos, o futuro agora é ignorarmo-nos mutuamente, ver pessoas a pedir e a serem despedidas, é moderno ser capitalista, jogar na bolsa, ter acções disto e daquilo, que ao fim e ao cabo dispersar-se hão por entre os casacos e gravatas comprados nos chineses às escondidas das outras pessoas (para não parecer mal), e que depois desvalorizam e lá se vão mais uns trocos enquanto o Sr. Berardo arrecada mais uns milhões. É tudo moderno! Ser-se cego e fingir tudo é o futuro, a modernidade de amanhã hoje.


