A Banca e a crise.

31 08 2007

    Por que razão, conseguem as instituições financeiras proceder a obras de maior envergadura e remodelações profundas em tempo de crise?

    Aqui em Tomar, nos últimos anos, viu-se um aumento do número de bancos e nas suas intervenções, de tal maneira que já não se conhecem os edifícios interiormente. Alterações em na cidade de Tomar no que respeita a instituições bancárias:

    Remodelação de uma sucursal do Banco Comercial Português.

    Remodelação da sucursal do Banco Espírito Santo.

    Transformação das sucursais do Banco Nova Rede, Banco Português do Atlântico, em sucursais do Banco Comercial Português.

    Transformação da sucursal do Banco Nacional Ultramarino na sucursal da Caixa Geral de Depósitos.

    Transformação das sucursais do Crédito Predial Português e Banco Totta e Açores, em sucursais do Banco Santader Totta.

    Abertura da sucursal do Banco Internacional do Funchal.

    Abertura da sucursal do Banco Nacional de Crédito Imobiliário.

    Transformação da sucursal do Banco Nacional de Crédito Imobiliário em sucursal do Banco popular.

    Abertura da sucursal do Barclays Bank.

    Abertura do Finibanco.

    Peno não me estar a esquecer de mais alguma mudança. Para dar a ideia vou descrever todas as sucursais de Bancos existentes em Tomar, numa cidade de 20.000 habitantes:

Banco Comercial Português (3 sucursais)

Banco Espírito Santo (2 sucursais)

Banco Internacional do Funchal

Banco Popular

Banco português de Investimentos

Banco Português de Negócios

Banco Santander Totta (2 sucursais)

Barclays Bank

Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte

Caixa de Crédito Agrícola Mutuo

Caixa Geral de Depósitos (3 sucursais)

Finibanco

Montepio Geral

Existem na cidade 12 Bancos e 18 Sucursais, para 20.000 pessoas. Haja dinheiro !

 
A mais recente aquisição bancária de Tomar! Abre segunda-feira!





Economia

30 08 2007

    Hoje em dia, o mundo é regido pela interacção entre produtores, distribuidores e consumidores, realizada sobre a forma de mercado, não o edifício mas a transacção em si, onde compradores e vendedores cruzam os seus interesses, a sociedade tende a desprezar a moeda embora deseje possui-la, e por arrasto tudo que diz respeito à economia é visto como algo que providencia a riqueza a uns em detrimento de outros. Mas a economia enquanto ciência é muito mais do que aparenta, o mal da sociedade e da injustiça na distribuição não é a economia que emana, é o sistema económico. Com efeito, poderemos falar na história da moeda, desde o início o Homem sempre teve necessidades e sempre teve de as satisfazer, sendo a Humanidade uma espécie social, organizada na vida em colectivo, o Homem aprendeu a viver numa comunidade sujeito às regras gerais da sociedade onde se insere, até aí tudo bem. As primeiras comunidades tornaram-se sedentárias e a desenvolver outras actividades, nomeadamente o aperfeiçoamento das técnicas quer de caça quer agrícolas, para isso era necessário a produção de utensílios, ao longo dos tempos o Homem foi aperfeiçoando-se e nasciam as actividades não ligadas à obtenção de alimento. Inicia-se a troca dentro da comunidade [Bem – Bem]. Numa fase mais avançada o volume de objectos dados e mais tarde os serviços realizados temem contrapartida de ser pagos, trocam-se bens (todo e qualquer objecto) e serviços, mas torna-se cada vez mais impossível satisfazer tão grande variedade de interesses, porque afinal, para conseguir o que se quer não basta dirigir a que os forneça era necessário que quem os fornecesse também quisesse o que nós teríamos para oferecer em troca. O Homem “aprendeu” que se houvesse um bem que fosse generalizado e que todos o aceitariam não seria necessário haver um total acordo de interesse. Para esse papel foram usados o sal entre outros bens valiosos até que os metais preciosos se encarregam dessa tarefa, estava idealizada a troca indirecta [Bem – Dinheiro – Bem]. A partir daí segue o rumo da moeda. Até aos nossos dias, em que cada um dos intervenientes do processo realiza sempre uma troca indirecta, produz-se vende-se (troca por dinheiro) e com o lucro compra-se (troca do novo bem pelo dinheiro ganho). A diferença reside no sentido de que hoje quase nem usamos a moeda metálica, usamos cartões, cheques transferências electrónicas, etc., mas a essência continua.

    Depois desta breve discrição deste inevitável procedimento podemos encontrar dois sistemas vigentes no mundo, que assentam ambos no troca e na venda), o sistema capitalista, e o sistema comunista.

No sistema capitalista o indivíduo que dispuser de mais recursos consegue atrair a si mais influência e mas capital, pois a distribuição não é controlada e frequentemente as empresas como uma sociedade muito maior e mais forte que um indivíduo singular, controla os sectores mais importantes e faz prevalecer a sua vontade sobre o trabalhador, da seguinte maneira: as empresas são limitadas, os trabalhadores são muitos, se um protestar contra o baixo salário, outro em piores condições aparecerá, visto que continua a receber menos, mas sempre é melhor que nada. O Capitalismo propícia a exploração e a opressão, torna mais rico os mais ricos e pobre os mais pobres. A capacidade dos grandes grupos económicos é tão avassaladora que em pouco tempo controlam os media tornando-se seus proprietários e em último caso o próprio estado, abafando mais os estratos mais baixos da sociedade, privando-os de voz audível nos media por si controlados e retirando-lhe a protecção estatal.

No sistema comunista, o Estado é o grande proprietário, sendo o Estado a representatividade social, não tem dono. A propriedade privada é controlada, ou seja, impede-se a formação de grandes grupos privados e a acumulação num mesmo indivíduo de grandes quantidades de capital, a riqueza é distribuída pelo estado não em função dos recursos acumulados pelos indivíduos, mas pelas suas necessidades, assim previne-se que quem tenha mais receba mais que quem tenha mesma, previne-se a usurpação do Estado, e que o indivíduo esteja sujeito às pressões das corporações, é ensaiado o monopolismo estatal, que não beneficia a ninguém, e ninguém detém poder económico suficiente para controlar os media e principalmente o Estado. Mantendo-se o critério imparcial do Estado perante a igualdade dos indivíduos, assente na democracia [ditadura do proletariado].

No que diz respeito ao tão afamado conceito da ditadura do proletariado, na minha opinião penso que está errado, pois o Estado e a vivência em democracia necessitam de um parlamento pluripartidário, como forma de enriquecimento da sua própria experiência, e julgo que nenhum partido comunista que ganhasse as eleições iria tentar instaurar uma ditadura.





Federação europeia.

29 08 2007

    No início o continente Europeu era um vasto território composto por múltiplos povos e costumes, a civilização saída do vale do Tigre e do Eufrates havia já criado importantes núcleos e culturas, os Egípcios, os Fenícios, Hititas, Gregos e Romanos, etc. Compreende-se a Grécia antiga o berço da civilização ocidental, e da democracia (Demos = Povo, Kratos = Poder), embora com algumas limitações, com o Império Romano, vem a célebre Pax Romana e o Ivs Romanvm (Paz Romana e o Direito Romano), que são a base de todo o sistema jurídico ocidental, o Império Romano expande-se por todo o continente. Séculos mais tarde é a vez das potenciais europeias, primeiramente Portugal e depois outras nações, conquistam outros territórios e subjugam outras culturas pelo mundo fora. Portanto partindo de pequenos territórios situados na Europa são criadas várias possessões na América, África e Ásia. Possessões vastas em territórios, com excepção ao Império Russo, à China e Índia, e alguns países na Ásia, todos os Estados do mundo são fruto dessas mesmas possessões, assim, existem mais diferentes tipos de costumes na Europa por quilómetro quadrado do que no continente Americano. A Europa tornou-se refém da sua própria expansão. Não há dúvida que os Estados Unidos da América, a Rússia (que obteve o seu tamanho devido à inexistência de povos no seu vasto território, que ainda hoje continuam mal explorado), o Brasil e os outros estados surgidos do século XIX e XX, conseguem uma maior influência sobre o mundo que um Estado singular Europeu. Os Estados Americanos foram-se desenvolvendo, enquanto numa Europa quase apertada na miscelânea de povos e Estados, reinava o clima de desconfiança em que alguns países ameaçavam e invadiam outros, ao longo dos tempos as guerras foram sucessivas, desde sempre os reinos se digladiavam em actividades bélicas, caso da França e da Inglaterra, do pretensão de Espanha em anexar Portugal, as guerras napoleónicas, e à medida que a tecnologia se aperfeiçoava, também as armas se tornavam cada vez melhores. No século XX, mais dois conflitos mostravam isso mesmo, a tecnologia aumentava e a Europa se auto-destruía. O clima de guerra era tão intenso que o continente não aguentava nas suas fronteiras a guerra e estas se tornaram mundiais, a primeira e a segunda, guerras mundiais tiveram início na Europa.

    Mas, no final do conflito duas lições se tirariam; a primeira era a de que mais uma vez a Europa estava destruída pela guerra, a segunda é a de que a Europa não era mais o centro do mundo, a hegemonia mundial deixaria de ser Europeia, dois novos e grandes Estados emergiam completamente antagónicos, num lado os Estados Unidos e o seu sistema capitalista, do outro lado a União Soviética e o sistema comunista. Dois mundos diferentes em que a paz foi conseguida pelo medo, o medo de uma terceira guerra mundial, uma guerra nuclear. Novamente quem estava no meio desta confusão era a Europa, a diferença é que após tantos séculos de domínio sobre o mundo, o velho continente assistia impotente ao desenrolar dos acontecimentos. Entre organizações militares pró soviéticas e pró americanas, os Estados da Europa romperam definitivamente com o velho hábito de entrar em guerra e resolveram debater entre si o estado da influência europeia no mundo.

    Só uma união entre os Estados poderia fazer aumentar o poder de influência da Europa, é assim que se iniciam as bases da CEE, na ajuda mútua para a reconstrução e desenvolvimento dos estados Europeus, depois de perder a hegemonia mundial, hoje a UE, é uma importante organização a nível nacional, embora o desaparecimento do URSS, tenha provocado a ascendência de uma única superpotência, os Estados Unidos da América. É a União Europeia que por vezes pode travar os EUA de actuar a seu bel-prazer.

    Contudo, a UE deixou de ser o mesmo tipo de organização aquando da sua fundação, hoje em dia é inegável que os Estados Unidos detêm influência sobre ela e a UE funciona quase como um instrumento de mercado e do capitalismo, os Estados menores apesar de poderem expressar livremente a sua opinião, não tem a mesma força que outros, o poder está basicamente nas mãos da Inglaterra, Alemanha, França e Itália, os Estados mais ricos e populosos. A UE corre o risco de subjugar os Estados independentes numa Federação de Estados, cuja capital será em Bruxelas e centros de decisão em Londres, Paris, Frankfurt e Berlim. Tal passo só não aconteceu devido ao recuo perante referendos negativos à Constituição Europeia, que iria limitar o poder legislativo dos estados e tornar os Estados mais pequenos como Portugal e outros em meros peões de xadrez do tabuleiro da união Europeia.

    A União Europeia deve continuar como organização cooperação e ajuda mútua diplomática e económica em que um Estado tenha o mesmo peso que os outros.





Euskadi Ta Askatasuna – ETA

28 08 2007

Portugal começa a ter maior visibilidade nas notícias no exterior pelas piores razões, apesar da presidência da UE, as notícias que têm alimentado os media internacionais sobre Portugal incidem sobre primeiramente o caso de Madeleine, e agora sobre uma eventual cédula da ETA a operar em Portugal. A ETA um grupo terrorista que pretende a independência do País Basco, assim como alguns outros territórios Espanhóis, a País Basco tenta alcançar a independência face ao reino de Espanha, contudo, utiliza o medo e o terrorismo como forma de se expressar. A grande questão prende-se com o seguinte dilema, poderá alguma vez a Espanha e a França separarem-se dos territórios Bascos (Heuskal Herria)? A questão não é tão simples como parece, com efeito todos os povos têm direito à sua auto-determinação, mas ceder perante uma organização terrorista é um acto de grande risco, pois fomenta o recurso à violência como meio de alcançar um objectivo. Outras perspectivas devem ser analisadas, vejamos o caso Ibérico, como será vista uma eventual separação do País Basco, primariamente, será o aparecimento de um terceiro Estado na Península Ibérica o que na óptica de alguns sectores é grave, pois torna mais longe o projecto Iberista, mas Portugal deixaria de ser o pequeno país ao lado da gigante Espanha, Portugal até poderia retirar alguns dividendos nesta eventual separação, co-habitando na península outro Estado. De outra perspectiva, a Espanha não vê com bons olhos uma eventual separação desse território, primeiro, significa a cedência a uma organização terrorista, por outro lado, a Espanha é desde o reina dos Reis Católicos, uma união de territórios como é o caso do antigo Reino da Galiza, isto leva a questionar se não terão outros povos o direito a questionar o poder de Madrid? Se a questão dos Estados Autónomos não serão uma tentativa de prolongar o domínio de Madrid. Já há alguns movimentos Galegos que pretendem uma separação da Espanha, podendo vir a formar um quarto Estado na península ou até à inclusão em Portugal, devido ao laço linguístico que une os Portugueses e os Galegos. A separação do País Basco da Espanha, poderá levar a uma desintegração do contexto da Hispânia como elemento agregador de diversas culturas. Por outro lado, o combate à ETA pode fomentar o nacionalismo e aumentar a onda de ataques, que ceifa a vida a inocentes.

Madrid deve tentar a via diplomática, para resolver este assunto, no sentido de conceder a independência, sem no entanto mostrar cedência aos atentados da ETA, em contrapartida pode até pedir o desmantelamento da ETA em troca. Portugal deve apoiar todos os povos que queiram se livrar do domínio Espanhol, pois daí, poderá tirar importantes dividendos a nível diplomático e económicos, na eventualidade de o País Basco e depois por arrasto a Galiza poderão ser importantes aliados para Portugal no contexto Ibérico, equilibrando o poder na cena Ibérica. Mas sublinho de forma a não transparecer um apoio ao terrorismo.





Sistema de empréstimos do ensino superior.

27 08 2007

    Uma vez mais o Estado dá um passo atrás no que diz respeito ao ensino em Portugal. A nova forma de comércio, ou seja, o comércio dos financiamentos dos alunos, visa em primeiro lugar, aumentar as receitas da banca, face aos juros, e em segundo lugar, iludir as famílias Portuguesas num suposto acto de benevolência do Estado. Mas o que realmente se passa é a capitalização do ensino, tornando-o não um instrumento capaz de formar novos cérebros, mas sim mais um negócio entre tantos outros, não está em causa o aproveitamento dos alunos, de fomentar o ensino, o ensino assemelha-se cada vez mais aos mercados bolsistas, em que se aposta no aluno, e que dali se tira proveito. O Estado não garante a educação, garante a possibilidade de mais um endividamento das famílias, num país com maus resultados, com o nível de vida baixo, e com um alto índice de endividamento.

    Será este o caminho para a formação de novos médicos, engenheiros, economistas, cientistas, etc? Não porque, o que está em causa não é o aluno em si, mas a capacidade financeira de frequentar a universidade. Com esta nova medida, o Estado afasta-se cada vez mais da sua função, facultar um bom sistema de ensino, assim como tem feito com outras áreas.

    O Estado tem-se abolido das suas funções, pois, já não garante o ensino a todos, a saúde a todos e a reforma adequada a todos. Portugal deixou de ser, se é que alguma vez o foi, um Estado Social que se preocupa com o bem-estar da população.





Um Ano

24 08 2007

Já está disponível para descarga a publicação de comemoração do primeiro aniversário.

Trata-se de uma súmula dos principais artigos, que agora estão na antiga plataforma.

Para descarregar clique na imagem.





Um Ano de Blogue, Uma Nova Experiência!

24 08 2007

    Faz hoje, dia 24 de Agosto que o Blogue Partido Comunista abriu as portas ao mundo, foi um ano irregular, fruto dos constantes contratempos, mas cujo objectivo ainda se mantém de pé. Para comemorar, resolvi reunir os artigos mais importantes e editá-los, será também outra novidade, a criação de uma espécie de editora on-line, cujo objectivo compreende editar textos e outros documentos, organizá-los e converte-los em PDF, para que possam ser distribuídos gratuitamente. Se alguém quiser partilhar ensaios, teses, textos, basta dizer. Como experiência editei estes artigos que estão a partir de hoje numa publicação disponível para descarga e quem quiser poderá imprimir em sua casa.

    O blogue muda-se hoje para a plataforma WordPress, pois, permite-me poupar tempo com a edição de artigos e carregar imagens, tudo directamente do Microsoft Word 2007. Assim basta criar o documento no Word incluindo as imagens e enviar. Algo que nas plataformas SAPO é impossível, e no Blogger, não permite carregar imagens, outra possibilidade que me chamou a atenção foi a possibilidade de criar estas mini páginas no blogue, o que confere outra utilidade ao blogue.

    Espero que esteja tudo do vosso agrado. E cá estaremos. Obrigado