O papel do Estado no ensino.

4 09 2007

    Uma vez mais a Sr.ª. Ministra da Educação, vem presentear-nos com o discurso socrático de que o governo dá mais um importante passo na consolidação do ensino em Portugal. Depois de se avançar para a mercantilização do ensino, vem o governo do PS, afirmar que quer duplicar até 2009 abrangidos pela acção social escolar, segundo a ministra, a maioria dos alunos não ingressava no secundário por razões económicas e desajustamento das ofertas no ensino aos alunos. Prometendo o alargamento dos cursos tecnológicos e profissionais e com mais apoios aos alunos.

    Um discurso já antes proferido pelo PSD, e até por outros socialistas. Até quando terão os alunos e professores de o ouvir? Em Portugal o ensino está mal organizado, quer em termos pedagógicos, como em oferta de cursos, métodos errados de ensino e programação, aliados às carências económicas de um dos países mais pobres da Europa, leva ao fraco aproveitamento e abandono escolar. Situação adversa para o avanço económico. Neste caso podemos afirmar que, no caso do ensino, o Estado leva nota negativa neste ponto, bem como em outras áreas. O governo de José Sócrates, diz querer implementar um plano de simplificação com base nas novas tecnologias, como o simplex que se revela cada vez mais complicadex, para a maioria da população, é impossível a um país progredir economicamente, socialmente e intelectualmente, com o sistema de ensino como o que existe em Portugal. O Estado vangloria-se com medidas que supostamente promovem o avanço tecnológico, mas o que se vê na prática, são, agricultores a serem obrigados a pedir os apoios via internet sem que a maioria tenha visto um computador, no geral o suposto avanço da utilização da tecnologia contrasta com um mau aproveitamento escolar.

    O Estado desmarcou-se das suas obrigações enquanto garante das gerações futuras e da sua educação, para um país em que o rendimento per capita é o mais baixo da Europa Ocidental, as famílias têm de gastar cerca de 500 euros para o ensino, isto se tiverem um filho em idade escolar, os subsídios são parcos e os manuais são autênticas colectas para as editoras, pois não permitem a sua utilização por mais anos.

    O Estado deve garantir: um ensino gratuito a todos os alunos, no que diz respeito às propinas, material e livros escolares. Um ensino uniformizado baseado no pensamento crítico em detrimento da memorização pura e simples, onde os programas não estejam constantemente a mudar, ou seja a estabilização do ensino e a sua gratuitidade. O Estado deve ainda apoiar programas de pesquisa e desenvolvimento no âmbito das universidades, podendo daí até fazer uso dos possíveis avanços nos diferentes campos académicos nomeadamente. O Estado ao apostar nas ciências, estão não só a contribuir para uma formação bem como para o fomento tecnológico em Portugal.

    Para ver todas estas medidas em prática o Estado deve por mãos à obra, trabalhando para modificar comportamentos abusivos por parte do capital a médio prazo e na total reforma do ensino a longo prazo, centralizando, apoiando e garantindo o ensino gratuito à população, sem custos adicionais. Ao invés de fazer declarações repetitivas dogmáticas de que está na realidade a fazer alguma coisa.


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Uma resposta

7 09 2008
José Carrancudo

Ex.mos Senhores,

Tenho um programa claro e positivo para repor em funcionamento o sistema de ensino escolar. Estou disponível pare prestar esclarecimentos, caso fosse necessário.

Cumprimentos,
J.C.

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