A guerra das ideologias diz-se que terminou aquando do fim da guerra fria, e a derradeira luta entre o socialismo e o capitalismo teve o seu período áureo no pós guerra, durante a guerra fria o mundo assistiu a um equilíbrio pelo terror, o temor de uma Terceira Guerra Mundial, a guerra nuclear, ainda mais catastrófica e mortífera que as suas predecessoras, que oporia a esfera soviética com a esfera estado-unidense, com consequências muito mais graves, onde e uma vez mais a Europa seria um dos palcos de maior risco, mas que deste feita, os alvos seriam as capitais destas esferas, Moscovo e Washington, seria a guerra mundial, mas amplamente mundial que houvera existido.
Esteve muitas vezes perto, mas felizmente não aconteceu.
Hoje em dia o que se presencia é o definhar da credibilidade do sistema comunista e do socialismo, não por culpa da ideologia em si, mas devido àqueles que se auto-intitulam portadores da ideologia, e falando clara e abertamente, aqueles que se refugiam na luta de classes e do socialismo para desculpar raptos e recurso a capitais sujos para financiarem e sua guerrilha, tal é o caso das FARC-EP que se dizem libertadores do povo oprimido, mas que no fundo não passam de criminosos, que se valem de raptos e actividades ilícitas, como o tráfico de droga, não podem ser considerados defensores do povo e da luta de classes ou do socialismo, são APENAS E UNICAMENTE CRIMINOSOS. E como tal, devemos desmarcarmo-nos deles por forma a não fragilizar a imagem da verdadeira ideologia, a ideologia que pretende mudar o mundo, instituir uma sociedade sem classes, mais justa e igual.
Mas, não se pense que as FARC-EP são as únicas neste processo desmoralizante e de descrédito, para isso contribui ainda outros factores, leia-se países, tal é o facto da Coreia do Norte e da China, ambas se dizem repúblicas socialistas, geridas por um partido comunista, mas a única inferência que daí podemos retirar é a seguinte, tanto a China como a Coreia do Norte, não são mais do que ditaduras, com especial incidência na Coreia do Norte, um Estado gerido a bel-prazer do tirano Kim Jog-ill, que faz e desfaz como bem quer, um país quase totalmente fechado para o mundo, uma decadência a olhos vistos, um país falhado por culpa da pessoa que o dirige, e do partido que o dirige. Não é de certeza um país comunista ou socialista, é uma ditadura do tipo tirânica e sem escrúpulos que oprime e tiraniza o seu povo. Uma autêntica “bandalheira”. Já a china, embora menos tirânica que a Coreia do Norte, não passa de um Estado “gigante” dirigido por uma elite política corrupta e ditatorial, ao estilo fascista, o que a distingue do regime do Estado Novo é o facto de ser dirigida por um Partido Comunista, um Partido Comunista corrompido e estropiado uma mescla de capitalismo sórdido, pior que o dos Estados Unidos e, uma perseguição impositiva, que não beneficia o povo chinês mas apenas os neo-capitalistas da elite do Partido Comunista Chinês. Grassa o desrespeito pelos direitos humanos, pelos outros Estados, enfim pela dignidade humana. Qual a razão de a China suportar o regime da Birmânia? Ou o regime de Mugabe? Só para fazer frente aos Estados Unidos? E o que dizer do Tibete, neste caso poderíamos falar em extrema protecção contra um Estado religioso, mas entre um regime do Dalai Lama e o de Pequim, sinceramente venha o diabo e escolha, se bem que TODOS OS POVOS TÊM DIREITO À SUA AUTODETERMINAÇÃO, coisa que a China não aplica, simplesmente limitou-se a invadir, conquistar e colonizar, como se fazia no tempo dos impérios.
Mas mais grave do que isso é ver o Partido Comunista Português afirmar que tem dúvidas sobre se a Coreia do Norte é uma democracia. Não há dúvida nenhuma que A COREIA DO NORTE NÃO É UMA DEMOCRACIA, É UMA DITADURA DAS MAIS OPRESSIVAS.
Como tal é urgente que o Partido Comunista Português se desvincule da China e da Coreia do Norte, os condene publicamente e publicamente os considere, países Não-Comunistas.
O PCP tem uma longa história de luta pelo povo Português e pela igualdade e não é justo ter de ser comparado à China e muito menos à Coreia do Norte, o PCP e os comunistas em geral sabem e DEVEM RECONHECER que não se revêem nestes Estados e lutar por uma sociedade mais justa, igual e sem classes, derrubar pela via parlamentar o capitalismo, e propor sempre o bem e o melhor para os nossos cidadãos e para o mundo, só assim actuaremos de consciência limpa e com mais afinco para este ideal comum.
Assim proponho que digamos em voz alta, basta ao regime Chinês e Norte Coreano, abaixo as FARC-EP, abaixo o capitalismo e a tirania, viva o socialismo, viva o comunismo e viva o Partido Comunista Português.
Proponho que o PCP se desmarque da China, da Coreia do Norte e das FARC-EP, rompa ligações e os considere regimes ditatoriais.
VIVA O COMUNISMO, VIVA O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!

