Comunismo do século XXI

1 07 2008

A guerra das ideologias diz-se que terminou aquando do fim da guerra fria, e a derradeira luta entre o socialismo e o capitalismo teve o seu período áureo no pós guerra, durante a guerra fria o mundo assistiu a um equilíbrio pelo terror, o temor de uma Terceira Guerra Mundial, a guerra nuclear, ainda mais catastrófica e mortífera que as suas predecessoras, que oporia a esfera soviética com a esfera estado-unidense, com consequências muito mais graves, onde e uma vez mais a Europa seria um dos palcos de maior risco, mas que deste feita, os alvos seriam as capitais destas esferas, Moscovo e Washington, seria a guerra mundial, mas amplamente mundial que houvera existido.

Esteve muitas vezes perto, mas felizmente não aconteceu.

Hoje em dia o que se presencia é o definhar da credibilidade do sistema comunista e do socialismo, não por culpa da ideologia em si, mas devido àqueles que se auto-intitulam portadores da ideologia, e falando clara e abertamente, aqueles que se refugiam na luta de classes e do socialismo para desculpar raptos e recurso a capitais sujos para financiarem e sua guerrilha, tal é o caso das FARC-EP que se dizem libertadores do povo oprimido, mas que no fundo não passam de criminosos, que se valem de raptos e actividades ilícitas, como o tráfico de droga, não podem ser considerados defensores do povo e da luta de classes ou do socialismo, são APENAS E UNICAMENTE CRIMINOSOS. E como tal, devemos desmarcarmo-nos deles por forma a não fragilizar a imagem da verdadeira ideologia, a ideologia que pretende mudar o mundo, instituir uma sociedade sem classes, mais justa e igual.

Mas, não se pense que as FARC-EP são as únicas neste processo desmoralizante e de descrédito, para isso contribui ainda outros factores, leia-se países, tal é o facto da Coreia do Norte e da China, ambas se dizem repúblicas socialistas, geridas por um partido comunista, mas a única inferência que daí podemos retirar é a seguinte, tanto a China como a Coreia do Norte, não são mais do que ditaduras, com especial incidência na Coreia do Norte, um Estado gerido a bel-prazer do tirano Kim Jog-ill, que faz e desfaz como bem quer, um país quase totalmente fechado para o mundo, uma decadência a olhos vistos, um país falhado por culpa da pessoa que o dirige, e do partido que o dirige. Não é de certeza um país comunista ou socialista, é uma ditadura do tipo tirânica e sem escrúpulos que oprime e tiraniza o seu povo. Uma autêntica “bandalheira”. Já a china, embora menos tirânica que a Coreia do Norte, não passa de um Estado “gigante” dirigido por uma elite política corrupta e ditatorial, ao estilo fascista, o que a distingue do regime do Estado Novo é o facto de ser dirigida por um Partido Comunista, um Partido Comunista corrompido e estropiado uma mescla de capitalismo sórdido, pior que o dos Estados Unidos e, uma perseguição impositiva, que não beneficia o povo chinês mas apenas os neo-capitalistas da elite do Partido Comunista Chinês. Grassa o desrespeito pelos direitos humanos, pelos outros Estados, enfim pela dignidade humana. Qual a razão de a China suportar o regime da Birmânia? Ou o regime de Mugabe? Só para fazer frente aos Estados Unidos? E o que dizer do Tibete, neste caso poderíamos falar em extrema protecção contra um Estado religioso, mas entre um regime do Dalai Lama e o de Pequim, sinceramente venha o diabo e escolha, se bem que TODOS OS POVOS TÊM DIREITO À SUA AUTODETERMINAÇÃO, coisa que a China não aplica, simplesmente limitou-se a invadir, conquistar e colonizar, como se fazia no tempo dos impérios.

Mas mais grave do que isso é ver o Partido Comunista Português afirmar que tem dúvidas sobre se a Coreia do Norte é uma democracia. Não há dúvida nenhuma que A COREIA DO NORTE NÃO É UMA DEMOCRACIA, É UMA DITADURA DAS MAIS OPRESSIVAS.

Como tal é urgente que o Partido Comunista Português se desvincule da China e da Coreia do Norte, os condene publicamente e publicamente os considere, países Não-Comunistas.

O PCP tem uma longa história de luta pelo povo Português e pela igualdade e não é justo ter de ser comparado à China e muito menos à Coreia do Norte, o PCP e os comunistas em geral sabem e DEVEM RECONHECER que não se revêem nestes Estados e lutar por uma sociedade mais justa, igual e sem classes, derrubar pela via parlamentar o capitalismo, e propor sempre o bem e o melhor para os nossos cidadãos e para o mundo, só assim actuaremos de consciência limpa e com mais afinco para este ideal comum.

Assim proponho que digamos em voz alta, basta ao regime Chinês e Norte Coreano, abaixo as FARC-EP, abaixo o capitalismo e a tirania, viva o socialismo, viva o comunismo e viva o Partido Comunista Português.

Proponho que o PCP se desmarque da China, da Coreia do Norte e das FARC-EP, rompa ligações e os considere regimes ditatoriais.

VIVA O COMUNISMO, VIVA O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!


Acções

Informação

36 respostas

2 07 2008
Chalana

A palhaçada esquerdista acabou! A partir daqui vai ser a doer…

http://anti-trollurbano.blogspot.com

5 07 2008
Politinagem

E vai doer mesmo, quanto mais o capitalismo prevalece, mais perto chegamos da barbárie total. “Com o sucesso da imposição da hegemonia americana no mundo pós-guerra [...] fomos submetidos a uma terceira fase de desenvolvimento do imperialismo, com as mais graves implicações para o futuro. [...] ninguém em sã consciência pode excluir a possibilidade de erupção de um conflito mortal, e com ele a destruição da humanidade. [...] o crescimento contínuo da hegemonia econômica e militar da única superpotência remanscente – os Estados Unidos da América – lança uma sombra cada vez mais escura sobre o futuro.”
István Mészáros
O Século XXI – socialismo ou barbárie?

7 07 2008
ideal comunista

Pois é, quando se compara a China a um país socialista torna-se necessário perguntar: quais as características de um regime socialista? Que classe está no poder? De que conteúdo são as suas medidas? A quem servem? Como é que o povo pode interferir no poder? Que liberdade tem o povo? Podem as lutas populares ser factores de avanço socialista? Como se expressam essas lutas populares? Há repressão da exploração humana e democracia para as massas? E vale mais não continuar com perguntas! Em todas elas os critérios marxistas são violados por esses regimes!

10 07 2008
CRN

No anterior post, “claramente”, não estava de acordo contigo, sobretudo por te referires aos Portugueses como quem fala de um 3º. Até parecias estrangeiro.
No que a este respeita, eh pá.. Estou de acordo, penso que o Partido Comunista Português, não deve nada a ninguém, assim como os cidadãos Portugueses e que fazêr ouvidos moucos, a quem acusava países, como os referidos, de preconizadores de modelos ERRÓNEOS, é perder a referência e a coerência com os seus principais valores.
A China há muito que perdeu de vista a ética, quando investiu, o que mantem, na reserva norte americana, derrogando a proibição quem impedía a propriedade privada, adoptando uma decisão que desvirtúa a filosofia pela qual pereceram e entregaram o ser, milhões de seres humanos.
O Partido Comunista Português, trouxe a Portugal o Socialismo, que ainda se pode observar em varios âmbitos, mesmo que o aproveitamento de esse socialismo estructural se utilize por politicas nazis (demagógicamente camuflados sobre o nome de socialismo, o do P.S. Que nem a pseudo chega). Por outra parte, sabêmos que, para que o comunismo, sequer, se contemple como realidade, é necessário vivêr o Socialismo.
Assim, estou convencido que, o PCP, deve assumir-se como, hoje, sempre coerêntes com a realidade e o momento, Socialista. Sem por tal perder um àpice de da sua identidade, escurraçando a corja que usurpa e ocupa, sem ética de qualquer tipo, uma imagem e um lugar que não lhe pertencem.

13 07 2008
29 07 2008
Sensei

O PCP, mesmo com todos os seus problemas estruturais em diversas áreas, ainda é um PCP que não guardou o Marxismo/Leninismo na gaveta, vimos à alguns anos, o PC Francês, o PC Italiano, o PC Espanhol, efectuarem uma transição para aquilo que apelidavam de comunismo aberto, ou seja, cediam às pressões Bilderberg e desta forma perderam a sua essência, as sua bases fundamentais, tendo num muito curto espaço de tempo, perdido mesmo qualquer influência junto das suas bases que se dissimularam e redistribuíram por outras forças políticas ou abraçaram a abstenção por não se sentirem verdadeiramente representadas.

Falam da China e da Coreia do Norte, mas permitam-me observar o seguinte: Acaso estes países conseguiriam aguentar o que aguentaram se não tivessem musculado os seus governos?
Falar em bom ou mau comunismo, o que é isso?!… O que é ser um bom regime comunista, ou um mau regime comunistas?!… Quem os define?
Acaso as democracias ocidentais, são isentas?!… Acaso não existem diariamente atropelos aos direitos mais básicos do ser humano nos EUA, na GB, enfim, em todo o mundo ocidental “dito” civilizado e democrata, com cartas de direitos universais do homem e das crianças?!… Acaso não morrem por dia milhares de crianças à fome só para que a economia não sofra oscilações que ponham em risco algumas macro fortunas de apenas alguns?
Será que os regimes que se mantêm átona e que não fazem parte destas “democracias à lá carte”, teriam sobrevivido sem uma postura estruturada no desenvolvimento militar e com um controlo absoluto para evitar os inúmeros processos de “minagem” que diariamente e com o apoio das “democracias” ocidentais estas procuram fazer ruir?

Lembrem-se de uma grande verdade!… Quando Vasco Gonçalves foi acusado de tentar implementar um regime de ditadura do proletariado em Portugal, pelo então “salvador da pátria” Mário Soares, onde o general disse a quando queriam pela força efectuar eleições, pois a máquina da propaganda do PS pela mão de Mário Soares e com o apoio dos EUA (CIA) pela mão de Franco Carlucci, parceiro e guia de Mário Soares, estava pronta a modular a mente de um povo perfeitamente cru politicamente, indo assim e de acordo com Vasco Gonçalves, correr-se o risco de perder nas urnas o que tanto havia custado a ganhar em matéria de Liberdade e controlo da economia com tendência e no rumo do verdadeiro socialismo.
E NÃO É QUE O HOMEM TINHA RAZÃO?!

Somos lestos em julgar, sem contudo, deixarmos a razão prevalecer, pois as democracias são meias verdades de tudo com um resultado de quase nada, um regime socialista não tem de ser uma democracia, bem pelo contrário. Um regime comunista seria a sociedade na sua mais equilibrada simbiose, sem que o povo sentisse quaisquer necessidades, pelo simples facto de que todas as suas necessidades básicas estivessem asseguradas e que o trabalho fosse em todos os aspectos uma complementaridade do próprio ser das pessoas, das suas mãos saíam as estruturas básicas que erguiam e mantinham a sociedade ideal onde o homem reinava sobre todas as coisas, mas entre iguais.
Como pensam que seria o caminho até lá?
Como tratavam com o instinto básico a qualquer animal (homem incluído) de propriedade territorial (privada)?
Como fazer e actuar contra a inveja do homem pelo homem?
Como canalizavam os mais dotados e os menos dotados?
Como controlavam os que pela ambição almejavam a queda desta sociedade para imporem a sua sobre os outros?
Como controlariam a propensa tentação e predisposição para a corrupção e manietação de bens e pessoas?
Como combateriam a corrupção, inata ao ser humano em caso de oportunidade?

Acaso não vos tornaríeis naquilo que tão ligeiramente condenais nas sociedades Chinesas e Norte Coreanas?

30 07 2008
Virgilio Alves

Caaro “Sensei”, não é necessário “escravisar” uma sociedade para se atingir a via do socialismo, ou do comunismo, e efectivamente o que acontece na Coreia do Norte é um atropelo a qualquer fundamento do comunismo, seja ele marxista ou outra cosia qualquer. Assim irieis muito longe sem chegardes a lado nenhum!
As coisas têm de seguir o seu rumu normal, e a imposição não transforma nada, apenas destrói. E a democracia no comunismo não só é possível como é fulcral para o seu estabelecimento, caso contrário, em pouco tempo o próprio sistema colapsa

2 08 2008
CRN

Se o social vale 122 minutos do teu tempo, convido-te a assistir, ainda que só valha a pena na totalidade, ao ultimo artigo publicado no http://caparicaredneck.blogspot.com

A revolução é hoje!

CRN

3 08 2008
CRN

Camarada,
Dia 06, 20h, festa do avante, pavilhão do alentejo, jantar blogosférico, contamos contigo!

Abraço

4 08 2008
Virgilio Alves

Nem sei se vou à Festa do Avante, mas não sei!!!! Logo se verá. Mas de certeza que irá muita gente…

4 08 2008
Virgilio Alves

E peço desculpa, mas nos últimos tempos não tenho tido tempo para ver blogues de âmbito político. Estou envolvido neste meu outro projecto mais regionalista.

http://thomar-vrbe.blogs.sapo.pt

VMAA

11 09 2008
tagus

Infelizmente parece que os comunas rejeitam toda e qualquer forma de comunismo que nao leve ao paraíso na terra. E como isso nunca ha-de acontecer conseguem sempre lavar as maos de todas as tiranias que a sua propria ideologia criou, dizendo sempre que o comunismo é que é bom mas não como está a ser posto em prática.
Até o Chavez, que há menos de 6 meses dizia que o petroleo nao tinha razoes nenhumas para ser vendido a mais de 50-60 dolares, hoje já provou da injecção capitalista e percebeu que o que dizia era uma perfeita estupidez para o seu proprio povo, e ha menos de 2 semanas apelou aos da OPEP para nao deixarem cair o petroleo abaixo dos 100 dolares, isto dito da boca dele, basta irem ao youtube.
Esta ideologia martelada, o comunismo, so beneficia as grandes empresas e o capitalismo dos ultra ricos e os seus apoiantes nem se apercebem que são apenas marionetas no jogo politico internacional. Enquanto isso vao destruindo tudo o que podem destruir a pensar que estao a fazer o contrario.
Depois quando as coisas afinal nao correm como esperado, o que era inevitavel acontecer, demarcam-se dizendo que nao é o comunismo deles.
Engraçado como os teoricos da conspiraçao comunistas, fazem-se valer de um livro espectacular de Anthony Sutton que fala em como os EUA ajudaram os nazis. O problema é que nenhum deles fala de outro livro lançado pelo mesmo autor que fala no mesmo assunto mas com a revoluçao russa. A prova de que sao todos umas marionetas ao serviço do ultra capitalismo estava mesmo à frente deles e recusaram-se a olhar.
Mandem um mail para saberaverdade.yahoo.com e eu envio-lhes o que for preciso para passarem a pensar por vós proprios.

11 09 2008
Virgilio Alves

Caro “Tagus”, sobre o seu comentário, posso dizer que, em primeiro lugar, francamente nunca li nenhum livro de Marx ou Lénine, talvez um dia quando tiver mais tempo o faça. Nem sequer desse senhor Anthony Sutton. Mas garanto-lhe que há camaradas, muito mais “liberais” do que eu, sou o que se pode chamar de “ortodoxo”, e não aprovo a dita “renovação comunista”, mas uma coisa é a teoria pura e simples e daí chamarem-lhe a ortodoxia do PCP, outra é a realidade clara e objectiva, os conceitos são genuínos e sempre válidos, os métodos (não todos) não foram os melhores. Em todo o lado há os mais “fanáticos” lei-se extremismo, infelizmente, também houve que adoptasse um cariz autorirário e repressivo, mesmo contra os seus camaradas de partido, falo obviamente de Estáline, cuja pessoa, desprezo e posso equiparar a Hitler. Agora, e pegando no exemplo de Hitler, o Comunismo não se equipara em nenhuma forma ao Nazismo, o Comunismo é justo e íntegro, o nazismo é racista e xenófobo.
Aliás podemos ver o Comunismo como um sistema económico alternativo e melhor do que o capitalismo. Agora todas as grandes discussões intelectualizantes sobre a essência do Comunismo, perdoem-me os camaradas que fazem disso importante referência é acessório, uma perca de tempo, saber se a ditadura é o caminho do comunismo ou se é o próprio comunismo, não interessa, o que interessa é instaurar no Estado e na Sociedade ideias de igualdade e do comum, saber dar valor a cada individuo com base na comunidade, e combater o individualismo, a arrogância e as classes.

Em relação ao Chávez, acha que ele tem noção do que é o Comunismo? Eu penso que não, é uma pessoa que, sim preocupa-se com o bem estar geral, à maneira dele tem aquele feitio bonacheirão, ainda assim, preferia que ele fosse meu presidente do que o George Bush, ou o Sarkozi.

Nem vou estar para aqui a armar-me em teórico, ante o que lhe digo, o que você pesquisou e vê cabe-lhe formar uma opinião, mas só peço, não julgue pelos “comunas” todos assim como eu não julgo pelas pessoas todas.

Ah antes que me esqueca, comunismo não é “roubar casas e terras” “expropriar tudo e todos” nem formar um exército de operários incontestários ao estado. Parece que não mas a revolução russa já foi há um século e nós estamos em pleno século XXI, se o PCP eventualmente governasse, obviamente poria em prática o seu programa, mas não tornava isto numa nova ditadura. Nem os seus membros o permitiriam.

P.S. Em relação aos comentários (o tagus sabe do que falo) está tudo tratado então.

Aqui há censura sim senhor, censura aos comentários jucosos, obscenos, difamatórios e provocatórios, aos restantes, está tudo convidado a comentar.

Claro estranharei falar-se sobre política e comentarem sobre plantas e jardins, mas tudo bem.

16 09 2008
pedras contra canhões

muita giro, vir para aqui escrever coisas muito interessantes. mas se tens propostas a fazer e se és (ou achas que és) comunista e se até usas o nome “Partido Comunista” para o blog, mais valia dares as tuas opiniões sobre o Partido, nos teus organismos em vez de vires escrevê-las num blog onde não há discussão colectiva. Isso é que era de homem

16 09 2008
Virgilio Alves

Caro “pedras contra canhões”, o que é de Homem é assinar com o seu nome verdadeiro.

Quem és tu, para vires para aqui armares-te em militante efusivo?
De onde me conheces para dizeres isso?
Eu faço mais pelo partido do que gente com o punho em riste a gritar PCP, faço mais pelo partido do que na realidade sou obrigado, faço mais do que andar a mostrar um rosto de reaccionário que se mostra num pseudo-reaccionário e que faz comentários como teu.

Felizmente há muita gente que o sabe, e não és tu nessa tua parva insignificância, que vai dizer o contrário.

Se queres discutir os assuntos tudo bem , se não, dá meia volta sem pensar duas vezes, porque não irei tolerar mais este tipo de comentários.

Nem eu nem os outros leitores somos obrigados a ler lixo.

Fim da discussão!

4 12 2008
Fabio Berserker

Voce andou lendo que tipo de livro meu filho?
O diabo coxo?Manifesto comunista?picologia da massas?
o comunismo tem um ideal bonito,um conforto e uma visao de mundo belo e prospero…mas so funciona me pequena escala amigo!
Acredite em mim,os seres humanos não sabem viver em igualdade e muito menos em cooperação em larga escala e por tempo prolongado!
Espero que não tome meu comentario por afronta…não ligo pra essa divisões politicas!São todo iguais no fim das contas.
Quanto ao nosso amigo “Pedras contra canhoes”,não deveria nem ter dado assunto a esse individuo,”pedras contra canhoes” deveria ir fazer um Flog cheio de fotinhos dele…
Gostei do teu blog estou lendo o resto dos teus posts,mas discordo em diversos pontos!
Liberdade a todos os povos!

5 12 2008
Virgilio Alves

Muito obrigado, gostaria de poder continuar a escrever, mas é-me extremamente impossível. A todos os que acompanhavam este blogue, peço desculpa de não poder continuá-lo. Mas continuem a comentar porque mais tarde ou mais cedo respondeirei!

4 01 2009
Pascual

Visitem o Blog Cheira-me a revolução, revolucionaria.wordpress.com.
É um blog interessante mas um pouco radical, fica o aviso para os mais sensiveis,eheh!
Pascual

7 01 2009
pedras contra canhões

se reages assim à crítica, espero não me cruzar contigo no trabalho de comunista. assino com todo o gosto e só tenho pena de não ter visto a tempo a tua resposta.

Miguel Tiago

8 01 2009
Virgilio Alves

As críticas fazem-se utilizando a linguagem mais propícia e coloquial.
Expressões como, e passo a citar: “muita giro”; “se és (ou achas que és)” ou até mesmo ” Isso é que era de homem”. Revelam falta de respeito pela pessoa terceira a quem se dirige e, pior, que não se conhece.
A crítica só funciona quando este princípio básico da democracia, que é o respeito mútuo, é reconhecido e usado, pelo que por mim não é considerado uma crítica, mas como uma afronta, uma vez que a linguagem demasiado peremptória denota um carácter impulsivo, e isso é exactamente não obedecer à “discussão colectiva” que tanto diz não existir aqui. Ora, a prova do contrário é exactamente o seu comentário estar aqui, o você poder escrever o quer (desde que com regras) e ser respondido é isso mesmo, “discussão colectiva”.
Será que nunca se tinha apercebido do que é a “discussão colectiva”?
Isto sendo irónico! (E… Não crítico.)

22 01 2009
Ana Rezende

Desculpem-me a intromissão, mas dei por mim a ler todos os vossos comentários e muitas coisas então me assaltaram o espírito. Não resisto a, telegráficamente, partilhá-las comvosco:
- As “picardias” de facto nada acrescentam ou ajudam ao diálogo! Pelo contrário, reduzem-no fazendo esquecer o essencial da questão;
- E, o essencial da questão, se bem precebi, tem a ver com a natureza, actualidade e método da ideologia marxista, considerada no seu todo como um sistema económico;
- Assim sendo, creio que as respostas se encontram no próprio método marxista de abordagem das questões, ou melhor dizendo, da realidade;
- Isto para dizer que, comunismo será a última etapa de toda uma evolução que, com avanços e recuos, vai dando lugar a etapas intermédias e sucessivas que, na sua própria génese contêm o elemento da sua contradição / negação, motor essencial para que se evolua para a etapa seguinte;
- Toda esta evolução não é mais do que a própria História que, não obstante os avanços e retrocessos, “caminha” em sentido positivo;
- Creio que se vive uma era de retrocesso, em que os métodos das chamadas “forças conservadoras” estão mais refinados e adaptados até às conquistas das chamadas “forças progressistas”;
-É o caso da Democracia, construção política generosa na sua génese mas que acabou por se tornar num instrumento fundamental do próprio “capitalismo” … já Churchill dizia ser ” o menos mau dos sistemas”;
- Com isto quero dizer que o capitalismo é um sistema económico com séculos de existência e que o único modelo económico prático que o tentou combater só tem um século de vivência;
- As falhas são muitas, 100 anos não é tempo suficiente para que se mudem “mentalidades”. Egoísmo, inveja, oportunismo, etc., são caracterísitcas enraizadas na natureza humana que não se mundam em 100 anos;
- Também, tal mudança além de lenta e gradual só se concretizará a nível global, o que nos remete não para o tempo da nossa existência mas para um tempo histórico necessário para que esse “homem novo” possa nascer;
- Tal não nos isenta de participarmos nesta “construção”, porque história também é o que hoje vivemos;
-E, hoje, não podemos dizer que a exploração do homem pelo homem acabou!;
- Assim, em minha opinião a ideologia marxista continua tão actual como em vida do próprio Marx;
- Os métodos e os modelos na sua aplicação têm necessáriamente que continuar a evoluir, sob pena de negação do próprio sistema ideológico;
- Para isso, considero ser necessário continuarem a existir partidos comunistas;
- Finalmente creio que o Partido Comunista Português não tem que andar a reboque de ninguém, pois também não andou aquando da preparação do 25 de Abril, onde avançou para a revolução completamente isolado de todo o Movimento Comunista Internacional de então (URSS, RDA, Cuba, PCE, PCF, etc.);
- Daí que na actual conjuntura internacional comparações com outros partidos comunistas ou com regimes ditos de “socialismo real” resultem estéreis em nada contribuindo para que se construa um modelo melhor de sociedade, de país, de mundo e de planeta;
- A questão é, foi e será sempre a exploração do homem pelo homem!

25 01 2009
Bruno Silva

Eu sinceramente devo dizer que estou chocado com o que aqui li!
Todos estes comentários foram escritos através de computadores, computadores esses que são o resultado de milhares de interligações de empresas agindo no seu próprio interesse e em competição para oferecerem os melhores produtos aos melhores preços. O computador à vossa frente tem materiais e componentes vindos de todos os cantos do mundo, e estão à vossa frente por um preço acessível. É esta a magia do capitalismo!
E quem diz o computador diz qualquer um dos electrodomésticos ou mesmo pequenas coisas que tanto aumentam o nosso nível de vida!
Ganância, abuso de poder e corrupção são coisas deploráveis, mas são falhas do Homem, não do sistema!
Voltemos aos computadores (como exemplo), esta pequena máquina que nos liga ao mundo e que serve de ferramenta fundamental a uma enormidade de ciências só pode ser só evoluiu graças à competição entre empresas. Não menosprezem o poder que a competição tem no combate à preguiça e na constante superação de nós mesmos.

Quem melhor do que o povo para reconhecer as necessidades do próprio povo? Acham que um comité central vai definir tão eficientemente como uma economia de mercado o que é que o povo quer e gosta? (a não ser que queiram monopolizar as vontades do povo)

Sou economista de formação, têm de me desculpar mas enoja-me ouvir as vossas demagogias! Andei eu a estudar modelos económicos para chegarem vocês e darem as seguintes soluções para os problemas sociais:
- Há trabalho precário! –> Bloqueia-se o despedimento com leis
- O salário mínimo é baixo! –> Sobe-se o salário mínimo por decreto-lei
-Há diferenças sociais! –> tira-se aos ricos e dá-se aos pobres
- há desemprego! –> o estado que empregue!
Tudo muito simples! Desculpem.. mas não acham as vossas soluções simples de mais para serem eficazes??
Acredito nas vossas boas intenções.. mas o melhor caminho não é o simples, não é o curto, o caminho constrói-se com a soma de todos esforços individuais. Não conheço ninguém que trabalhe 8 horas por dia, 5 dias por semana, durante todo ano baseado apenas no altruísmo ou na solidariedade. São valores basilares, mas se não houver um retorno palpável.. quase ninguém se mexe.
Sabem como sobem os salários? quando o poder negocial dos trabalhadores sobe, este sobe quando há mais gente a oferecer emprego do que a procurar, isto acontece quando há investimento, e o investimento só existe quando há expectativas de lucro! Cortem o vosso tão odiado lucro, cortam a criação de emprego!
Se não engolem o que eu digo, então sejam activos. Juntem-se com os vossos camaradas, atravessem os vossos haveres no banco, arrisquem e invistam numa empresa, paguem 1500€ às costureiras e abdiquem do Lucro.
Pois, não o fazem.. por cobardia ou por medo ou por preguiça.
Façam favor de dar valor aos empreendedores deste país, que graças à sua determinação criaram oportunidades para restantes. Arriscando o seu dinheiro e obviamente tirando o retorno devido! quem ganha muito é porque produz muito, ninguém lhes compra nada com uma pistola encostada a cabeça.

Tachos.. enojam-me, corrupção também.. mas pessoas que não dão valor a tudo de bom que o capitalismo já trouxe ao mundo, ainda por cima não abdicando de tudo o que ele lhes dá individualmente.. isso.. também está lá perto!!

25 01 2009
Virgilio Alves

Caro Bruno Silva, não pense que é o único a dizer-me que é economista, na verdade muitos outros o fizeram antes de si, pelo que estudar economia, não é por si só, razão de reforço de ideia, eu estudei e estudo economia, e não é por isso que me faço prevalecer.
Mas vamos ver: Diz que andou a estudar os modelos económicos, certo? Então há-que convir que o Comunismo é de facto um sistema económico. É um modelo social, mas também económico.
Agora para mim, tenho que a grande falácia do sistema capitalista é precisamente a ideia de que a concorrência trás inovação, e trás, não haja dúvidas disso, mas o problema é este: Opta-se pela inovação desde que ela se enquadre na programação linear, isto é, a maximização do lucro.
Ao contrário da via social, em que os principais meios de inovação são os meios académicos e os centros públicos de pesquisa, em que o Estado tem parte activa.
Aliás, por falar em Estado, o que é o Estado afinal? Será alguma empresa? Uma corporação? Não, é um representante da vontade do povo, é o colectivo por assim dizer, o Estado tem o dever, de assumir todas as necessidades básicas da população. Isto inclui, gerar também emprego.
Agora é assim, é óbvio que não podemos cair no erro de querer estatizar tudo e toda a economia, isso é impraticável e insustentável, então temos de separar as “águas” entre o que deve ser privado e o que deve ser público.
Portanto ao Estado o que é público e basilar, aos privados o que é funcional e comum, isto é, as traves-mestras da economia devem ser asseguradas pelo Estado, Banca, Educação, Transportes, Comunicação, Energia e a Indústria Pesada. Aos privados, cabe a venda, a indústria, as cadeias de distribuição etc.
E isto porquê, posso dar-lhe vários exemplos
1- Basta ver o seguinte caso:
A monopolização da comunicação: Se o Estado monopolizar a comunicação integrandos todas as operadoras de comunicação (Telefones, Telemóveis e Internet) o que é que obteremos? Obtemos uma empresa estatal de comunicação que implicará o seguinte: 1. Diminuição dos custos de administração e gestão (ao reduzir o número de cargos de chefia e de administração pela agregação numa empresa) 2. Aniquilação dos custos de marketing e publicidade (uma empresa estatal de monopólio legal não necessita de activas campanhas de publicidade) 3. Rentabilização do lucro (o objectivo do Estado não é gerar receitas [lucro] mas sim de apresentar resultados superavitários que são aplicados inteiramente na evolução e inovação do serviço, ou seja, a oxcedente destinado às acções, obrigações e demais repartições do lucro, desagragando-o, são reutilizados para a inovação do serviço. 4. Simplificação burocrática e eliminação do custos associados 5. Diminuição do custo comparativo e do custo de oportunidade no consumidor (uma vez que este passa a estar integrado na mesma empresa que o resto do país, e daí anulam-se os custos associados a serviços independentes e externos [quantas vezes olhamos para o indicativo de um telemóvel, já que diferentes redes fazem aumentar o preço]) 6. No geral esta eliminação de custos irá reflectir-se no preço de venda ao consumidor.
Não se esqueça que aqui não se aplica o princípio de que a monopolização permite preços mais elevados por não haver concorrência, isso não se aplica porque trata-se de uma empresa pública regulada pelo Estado e obviamente sujeita ao povo e aos resultados eleitorais.
Existem “n” exemplos todos na mesma lógica.
Outro grande exemplo é o da Banca, talvez o escreve noutra ocasião porque já vai longo o comentário.

A acção colectiva dá tanto ou mais resultados como a privada, com o benefício de se eliminar inúmeros custos associados (custos que não resultam da própria produção).

E isto é só uma breve análise dos proveitos do sistema comunista.

26 01 2009
Bruno Silva

A inovação é a grande falácia dos modelos de Marx, não é certamente do capitalismo.
Eu sinceramente não vos entendo, ou o discurso que teve tem como objectivo último a utopia da construção de um socialismo através de um sistema capitalista, ou então você não é comunista. Eu bem sei que é inegável que o sistema capitalista é muito mais eficaz no combate SUSTENTADO à pobreza do que o comunismo clássico, vocês, ou pelo menos você, que não é cego não nega a clara vantagem do capitalismo, pelo menos no “funcional” e “comum”. Nesse sentido aceita o mercado, aceita a propriedade privada e consequentemente aceita as leis da oferta e da procura que dizem que os lucros e os salários estão limitados pelo cruzamento destas leis nos respectivos nichos de mercado. Ora, o que você defende não é o que os cânones do comunismo defendem, aceitando propriedade privada e rendimentos de capital, por mínimo que seja, você é de facto capitalista e ponto final. Como deve saber, o capitalismo abrange um vasto número de pensamentos e você posiciona-se numa filosofia mais dirigista, mas não deixa de na sua essência ser capitalismo. Eu sei que é uma questão retórica, mas ou você não é comunista ou o “neo-comunismo” não é mais do que uma política dirigista que se enquadra numa ala mais conservadora do PS!

Vê se bem que não conhece a realidade do mercado. Ouça, não há nada como a concorrência e o “self-interest” para fazer com que as pessoas se mexam, sejam activas! O estado, algo que é de todos e não é de ninguém nunca poderá equiparar os níveis de eficiência e desburocratização que o mercado atinge! E desiluda-se, nem mesmo mudando a consciência das pessoas o conseguirá! Concordo que o estado devera-se ocupar da investigação que não é rentável mas é desejável, como por exemplo na área do HIV ou na preservação da natureza, porém, a restante deverá ser guiada pelo mercado pois o mercado responde as escolhas LIVRES de todos nós. Claro que as Universidades deverão ter um papel fulcral na I&D mas sempre numa lógica estratégica de mercado. e em proximidade com as necessidades das empresas.

Cada um é livre de pensar como quiser, mas perverter os sistemas democraticamente instalados é “jogo sujo”. Tal como no meu anterior comentário falo que vocês têm medidas “facilitistas” para tudo, fazendo uma analogia, a globalização é um campeonato do mundo de futebol, ou jogamos pelas regras e tácticas do futebol e podemos ganhar jogos, ou se vamos instalar as vossas regras e tácticas de p.e. Basket vamos perder eficiência, dar mãos na bola e sofrer golos. Podem não gostar, mas a globalização é liberal, ou somos pragmáticos e adoptamos as suas regras e com isso todos ganhamos, ou se vocês querem mudar o mundo começando em Portugal, quem se lixa são os portugueses. Pode dizer que nunca tiveram no governo, mas a mais fortes das políticas é a política da mentalidade e vocês com as vossas políticas “simples” e que nos tocam a alma pelo altruísmo que e falsa noção de justiça que revelam, vão minando a atitude empreendedora e dinâmica dos portugueses fazendo-os acreditar de que os principais responsáveis pela situação geral do país ou a nossa em particular, não somos respectivamente nos todos e nós próprios mas sim o capitalismo e o “grande capital”!! Já há portugueses a pensarem que se ganham pouco a culpa é dos patrões, quando você sabe muito bem que os patrões são quem aumentam a procura de trabalho o que consequentemente é algo que aumenta os salários.
Quanto à complicada discussão dos sectores basilares da economia digo-lhe o seguinte, Saúde, educação e segurança sem dúvida ao estado. Não obsta a que também não haja vertentes privadas dos mesmos para quem estiver disposto a pagar do seu bolso. Quanto as restantes só um cego é que vê que não há muita porcaria feita nessas empresas que nasceram publicas e agora são privadas, é um facto. Mas não concordo que estivéssemos melhor com a “poleirada” que seria se fossem públicos, não digo que não continuem a ser, mas já são bem menos. Eu olho para as comunicações e vejo preços baixos, eu pago 10€ por mês e falo o tempo que quiser ao telemóvel, duvido que o estado fizesse melhor. Olho para a banca e vejo Spreads ridiculamente baixos. Indústria pesada não percebo porque deverá ser do estado, transportes públicos é discutível mas prefiro que seja privado, desde que entregue a efectiva melhor proposta, à proposta com a melhor qualidade/preço e não à do primo ou amigo do presidente da câmara.

Não sou um “anarco-capitalista”, acredito numa sociedade melhor para TODOS, mas através da geração de oportunidades derivadas da iniciativa privada e passíveis de serem aproveitadas por quem QUER trabalhar. Ficando o estado mais folgado e com mais recursos para investir na saúde e formação, infra-estruturas úteis, cultura desejável mas não necessariamente lucrativa, gestão do património e segurança social dos idosos, deficientes e de quem está na miséria. Aos restantes, uma vez que defendo uma legislação laboral tão dinâmica como o mercado, também defendo que o estado proteja as vítimas ocasionais desta dinâmica enquanto procuram activamente por outro emprego, que como eu acredito que o que defendo resultaria numa economia mais dinâmica, não seria difícil pois assim como dinamicamente se descontinuam postos de trabalho, também dinamicamente se criam outros.

As diferenças sociais diminuem com a evolução do capitalismo, basta olhar para a história recente do nosso país. Ou olhe para os Estados Unidos mas não se esqueça do pormenor que é a enorme quantidade de imigrantes que lá entram todo o ano e que obviamente impõe uma elevada pressão na oferta de trabalho indiferenciado mas que na grande maioria melhora as sua qualidade de vida. Junte a isto a enormidade de pessoas por este mundo a fora que têm emprego graças às importações desse país. Independentemente da muita porcaria política que possam ter feito.

27 02 2009
Virgilio Alves

Não, isso não é a assim tão linear. Aliás qual é a primeira coisa que se explica a um aluno de economia? É que precisamente a cruva da oferta e da procura e do ponto óptimo, não corresponde à realidade, é daqueles casos que na teoria o sistema funciona, mas na prática isso não acontece. É uma forma de explicar o sistema e de o identificar por meios matemáticos, mas a economia como ciência social não é exacta, é aliás uma ciência com inúmeras variáveis. Contudo, também não se quer implementar uma teoria do caos, não, não é isso.
O Estado é o Estado, o Singular é o Singular, e há aspectos que economicamente e moralmente só ao Estado dizem respeito. Essa questão que referiu dos 10 euros de comunicações, pois bem, eu também tenho esse tarifário mas ele não é abrangente a todas as redes, aliás nem dentro da própria rede, portanto, não me venha com ilusões. Duvida que o Estado faria melhor? Porquê? Não são pessoas como as outras, não têm responsabilidades para como os superiores hierárquicos. Não, o seu proble (o “vosso” problema) é que tendem a ver o Estado como uma entidade corrupta, mas a corrupção advém do próprio sistema em que vivemos. É como condenar uma lei, só porque o juiz que a aplicou, o fez falsamente.
Será que temos de fechar os olhos à organização pública? Aos outros. É fácil quando os problemas não são connosco, mas quando estamos “atolados” no fundo, é difícil assimilar que os outros se estão a “marimbar” para nós. E não me venham com tretas da caridade, porque, muitos caridosos que para aí andam, só o fazem porque o seu “statu quo” será maior na sociedade, aparecem na TV como uns autênticos comendadores, alguns sabem que daí retiram dividendos fiscais. Essa gente, que no comum dos mortais parecem santos, não passam de cidadãos que ajudaram a afundar o país, desculpabilizando o Estado das responsabilidades não atendidas.

E muito mais haveria para dizer, mas o tempo é escasso.

27 02 2009
Bruno Silva

Ninguém está a dizer que a lei da procura vs oferta funciona perfeitamente na realidade. Mas, manifestamente, apesar de não ser perfeita, funciona!

Olhe para a realidade: A fracção dos trabalhadores a ganhar o salário mínimo (fixado por lei) é, segundo sei e vejo, uma parcela reduzida do total de trabalhadores.

Ora, o facto da maior parte dos trabalhadores ganhar mais do que o salário mínimo não se deve a qualquer lei jurídica, nem certamente à boa vontade dos empregadores, mas sim às leis do mercado. Os empregadores pagam maiores salários porque têm um poder negocial menor face aos bons trabalhadores (por características pessoais ou académicas) e, para os manterem, têm de obrigatoriamente, subir os salários. Se esta regra funciona com a grande maioria das pessoas, é nesta regra que nos devemos focar para melhorar a economia do país (e não tanto nas subidas artificiais de salários). A diferença é que enquanto a primeira obriga a esforços individuais ao nível académico e profissional (que todos somados favorecem bastante o país), o segundo para além das pessoas que nunca tiveram oportunidades na vida, também premeia quem teve oportunidades, não as aproveitou, e rege o seu esforço pelo mínimo possível!

O facto de não acreditar que o estado faça melhor que empresas privadas em concorrência não se deve, apenas, à manifesta ineficiência do estado que temos, mas ao facto de constatar, que quando há competição, o ser humano fica, DE LONGE, mais motivado para se mexer, para ser pró-activo e dinâmico, arrisca e empreende novos projectos. Uma empresa do estado, que sabe que nunca irá a falência, e que nunca perderá quota de mercado, inevitavelmente vai relaxar, e nunca se focaria tanto na prossecução da eficiência, que, em última instância, promove melhores preços para o consumidor final!

Sabe, há um adágio que diz: “A necessidade aguça o engenho”. Por exemplo, quem é que você acha que mais faria pela vida, e seria o mais engenhoso possível, para conseguir apenas gastar 400€ num mês? A pessoa A que ganha 450€, ou a pessoa B que ganha 900€? Obviamente que seria a pessoa A. Esta lógica, aplicada ao ambiente empresarial, significa que as empresas, em competição, são de facto mais engenhosas, e o somatório de todas as acções engenhosas, aqui e ali, praticadas por todas e cada uma das empresas, representa uma grande melhoria para a economia como um todo!

28 02 2009
Virgilio Alves

Eu sei que a concorrência quando perfeita (que não o é) estimula (e isso depende também do grau de preparação e ercepção do empreendedor e do empresário) a tentativa de se superar, ou pelo menos devia. Mas a realidade social é outra, quanda se fala nos salários temos que perceber o seguinte: em Portugal há uma notória carência de emprego, (e olhando até para a curva da procura e da oferta, no mercado de trabalho a oferta é inferior à procura, ou seja o preço disposto a pagar pelo patrão vai ser inferior já que há mais trabalhadores do que empregos) a situação é esta: Se eu não aceitar o preço x, há alguém que aceitará o preço X-Y. As pessoas têm necessidadesw básicas e nas corcunstâncias actuais irão preferir, receber um pouco menos do que não receber nada. Infelizmente um bago se não for comido por mim é-o por outro. E num mundo onde os bagos começam a escassear, não o desperdiçarei porque acho (e com razão em achar) que deveria receber dois ou três, simplesmente é isto.
E quem disse que as empresas públicas não são estimulantes, para isso existem as carreiras públicas para premiar os melhores dentro do sector público. (Isto se não se perverter as empresas públicas, com as tradicionais cunhas) e o facto de se garantir que as empresas públicas não vão à falência, não é, nem deve ser garante de ninguém, pelo contrário, sendo um bem público, têm de ser tomadas medidas criminais severes anti-corrupção e na adopção de uma progressão na carreira justa e equalitária.

Economicamente não há diferenças nenhumas entre uma gestão pública ou privada, ambas têm de ser boas para atingir os objectivos pessoais dos seus gestores, a obtenção de lucro no sector privado e a progressão e remuneração no sector público. (E apresentar corrupções de um ou outro sistema não corrobora as teses apresentadas).

Ainda em relação aos trabalhadores e salários, não olhe para as estatísticas, olhe directamente para as pessoas que o redeiam, no local de trabalho, na rua, no supermercado e pense bem acerca dos salários mínimos, e no fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.

3 03 2009
Bruno Silva

Olhe para o que você disse há dois comentários atrás: ” É que precisamente a curva da oferta e da procura e do ponto óptimo, não corresponde à realidade, é daqueles casos que na teoria o sistema funciona, mas na prática isso não acontece. É uma forma de explicar o sistema e de o identificar por meios matemáticos, mas a economia como ciência social não é exacta”

E olhe para o que disse no último: “em Portugal há uma notória carência de emprego, (e olhando até para a curva da procura e da oferta, no mercado de trabalho a oferta é inferior à procura, ou seja o preço disposto a pagar pelo patrão vai ser inferior já que há mais trabalhadores do que empregos”

Então em que ficamos? a lei da procura vs. oferta explica, ou não, a realidade??

Pessoalmente acredito na versão de que, grosso modo, explica. Portanto, o caminho que eu acredito ser o mais salutar para o combate da pobreza, em Portugal, prende-se com agir segundo os princípios da lei da procura vs. oferta.

O caminho aclamado pela “esquerda” consiste numa mera redistribuição da riqueza através de políticas Robin Wood, o que inevitavelmente vai diminuir as motivações das pessoas para se esforçarem e investirem em formação ou capital, uma vez que se se esforçam são lhes retirados os retornos do esforço, se não se esforçam, o dinheirinho cai na mesma no bolso. Este facto, indiscutível, representa um “gap” entre o número de formações/esforços potenciais dos portugueses , sobretudo em áreas mais úteis face à realidade que vivemos (por áreas mais úteis refiro-me às viradas para a ciência e tecnologia com o intuito de criarem produtos de maior valor acrescentado, passíveis de serem exportados, dificilmente replicados, e que consequentemente tragam divisas para o país), e o número de formações/esforços efectivos. Diminui ainda a motivação de quem quer investir, uma vez que, e não vamos ser “anjinhos”, ninguém investe se não for para ganhar dinheiro, logo, enquanto maiores forem as “obrigações” sociais de quem investe, maior será o “gap” entre o investimento potencial e o efectivo, ou seja, pegando na lógica que falou no seu último comentário, o desejo de melhorar a vida das pessoas, tirando aos lucros para dar aos salários, em última instância, na economia real, acaba por se virar contra os mesmos! Está a entender a falácia do seu pensamento na economia real?

Aquilo que eu defendo, na minha própria noção de Direita, é atacar o problema pela raiz. A verdade fria e pragmática é que, numa economia de mercado, o problema da elevada desigualdade de riqueza entre ricos e pobres (relembro que não me estou aqui a referir aos ricos graças a tachos ou corrupção mas sim aos que recebem legalmente o retorno daquilo que o seu trabalho ou o seu capital produzem) deriva, tal como você já referiu, de uma elevada escassez de capital/formação especializada. Ora, é aqui que o problema deve ser atacado, não atacar os ricos (cuja consequência negativa já mencionei) mas sim atacar a manifesta falta de qualificação e empreendedorismo dos portugueses. Esse ataque deverá ter duas frentes: 1ª: O estado promover mais formações úteis, pós-laborais (para quem trabalha), ou cursos mais virados para a economia real, dar bolsas aos mais carenciados e promover uma maior conexão entre universidades e empresas, para que daí resultem produtos de maior valor acrescentado. (nesta acho que toda a gente estará de acordo)
2ª (Esta penso ser a principal diferença entre a esquerda e a direita moderna) Há que deixar de apontar armas aos ricos, pois se o são por alguma motivo é, não ficaram sentados à espera que as coisas caíssem do céu e foram à luta, criando riqueza e oportunidades para os outros, e apontar armas à responsabilização do indivíduo. Ninguém pode negar que há, na sociedade portuguesa, um manifesto excesso de “manguelice”, de pessoas que nunca se esforçaram para nada, nem estudar, nem trabalhar, nem investir. Se as pessoas se esforçassem mais por aproveitar as oportunidades que a sociedade lhes dá, não estariam a concorrer com quem nunca teve oportunidades por salários baixos, e se por outro lado se tivessem esforçado, a economia portuguesa seria muito mais robusta, beneficiando tanto quem teve oportunidades, como quem não as teve, de salários/lucros superiores!

Quanto ao que diz sobre a gestão de sectores que deveriam ser públicos (tirando comunicações, banca e indústria pesada, estamos de acordo com os que deveriam ser), o modelo que apresenta é de facto o óptimo. A privatização desses sectores deve-se ao facto de que, na sociedade que temos actualmente, seja um pouco utópico. Então, aceita-se a privatização como uma escolha “second-best”. Não a ideal, mas a possível. Também não concordo com TAXAS de lucro demasiadamente elevadas em empresas público-privadas ou concessões, uma vez que são negócios de muito baixo risco, também deveriam ser de baixo retorno. O problema é que desenhar um mecanismo ideal para cada caso não é simples.

Cumprimentos.

3 03 2009
Miguel Miranda

Não sou de direita, esquerda, cima, ou até mesmo baixo, para mim tais designações são teclas do meu teclado, ferramenta do meu ofício.

Marxismo, capitalismo, teorías e argumentos de teóricos com meia folha de excel a fazer as contas da empresa ou da mercearia da esquina… A responsabilidade do estado da nação não é dos bons patrões ou bons funcionários, mas sim de pobres de espirito… Patrões de mercedes à porta da fabriqueta e funcionários a receber salário minimo para este dar voltas ao casino; funcionários a não procurar a excelencia no seu trabalho e esperarem o momento da saída sem procurarem mais! Este sistema corrompe o espirito do jovens portugueses que agora partem para o mundo do trabalho!

Bruno, a tua ideia de funcionários públicos e da forma como realmente funcionam as carreiras e progressões é incompleta…Achas que o modelo americano de saúde e de segurança social não te devia abrir um bocado os olhos?! O resultado é que um médico, para não estragar as suas estatisticas e progressão habitualmente não aceita intervenções que tenha alta probabilidade de sucesso, mesmo estando uma vida em jogo… A politica de avaliação por desempenho estatistico cego implmentado pelo modelo totalmente privado americano parece assim tão superior ao modelo publico que possuímos? Não bastam as EPEs ou privadas apoioadas pelo estado…

Mas também não sejamos cegos, o modelo actual de contratação no serviço publico é no minimo dúbia… e aumentar artificialmente os ordenados poderá ajudar mais à importação que à exportação… Temos que produzir, não divagar…

So desejo bom senso para todos… e que todos ponhamos as mãos na consciência!

14 04 2009
Bruno Silva

Gostava de saber o motivo pelo qual o meu último comentário foi censurado.. contudo está gravado.. e de novo aqui está ele:

Este seu último comentário não foi de forma alguma censurado, ele esteve sempre cá. Por lapso, não foi aprovado, o que peço as minhas humildes desculpas!

14 04 2009
Bruno Silva

Olhe para o que você disse há dois comentários atrás: ” É que precisamente a curva da oferta e da procura e do ponto óptimo, não corresponde à realidade, é daqueles casos que na teoria o sistema funciona, mas na prática isso não acontece. É uma forma de explicar o sistema e de o identificar por meios matemáticos, mas a economia como ciência social não é exacta”

E olhe para o que disse no último: “em Portugal há uma notória carência de emprego, (e olhando até para a curva da procura e da oferta, no mercado de trabalho a oferta é inferior à procura, ou seja o preço disposto a pagar pelo patrão vai ser inferior já que há mais trabalhadores do que empregos”

Então em que ficamos? a lei da procura vs. oferta explica, ou não, a realidade??

Pessoalmente acredito na versão de que, grosso modo, explica. Portanto, o caminho que eu acredito ser o mais salutar para o combate da pobreza, em Portugal, prende-se com agir segundo os princípios da lei da procura vs. oferta.

O caminho aclamado pela “esquerda” consiste numa mera redistribuição da riqueza através de políticas Robin Wood, o que inevitavelmente vai diminuir as motivações das pessoas para se esforçarem e investirem em formação ou capital, uma vez que se se esforçam são lhes retirados os retornos do esforço, se não se esforçam, o dinheirinho cai na mesma no bolso. Este facto, indiscutível, representa um “gap” entre o número de formações/esforços potenciais dos portugueses , sobretudo em áreas mais úteis face à realidade que vivemos (por áreas mais úteis refiro-me às viradas para a ciência e tecnologia com o intuito de criarem produtos de maior valor acrescentado, passíveis de serem exportados, dificilmente replicados, e que consequentemente tragam divisas para o país), e o número de formações/esforços efectivos. Diminui ainda a motivação de quem quer investir, uma vez que, e não vamos ser “anjinhos”, ninguém investe se não for para ganhar dinheiro, logo, enquanto maiores forem as “obrigações” sociais de quem investe, maior será o “gap” entre o investimento potencial e o efectivo, ou seja, pegando na lógica que falou no seu último comentário, o desejo de melhorar a vida das pessoas, tirando aos lucros para dar aos salários, em última instância, na economia real, acaba por se virar contra os mesmos! Está a entender a falácia do seu pensamento na economia real?

Aquilo que eu defendo, na minha própria noção de Direita, é atacar o problema pela raiz. A verdade fria e pragmática é que, numa economia de mercado, o problema da elevada desigualdade de riqueza entre ricos e pobres (relembro que não me estou aqui a referir aos ricos graças a tachos ou corrupção mas sim aos que recebem legalmente o retorno daquilo que o seu trabalho ou o seu capital produzem) deriva, tal como você já referiu, de uma elevada escassez de capital/formação especializada. Ora, é aqui que o problema deve ser atacado, não atacar os ricos (cuja consequência negativa já mencionei) mas sim atacar a manifesta falta de qualificação e empreendedorismo dos portugueses. Esse ataque deverá ter duas frentes: 1ª: O estado promover mais formações úteis, pós-laborais (para quem trabalha), ou cursos mais virados para a economia real, dar bolsas aos mais carenciados e promover uma maior conexão entre universidades e empresas, para que daí resultem produtos de maior valor acrescentado. (nesta acho que toda a gente estará de acordo)
2ª (Esta penso ser a principal diferença entre a esquerda e a direita moderna) Há que deixar de apontar armas aos ricos, pois se o são por alguma motivo é, não ficaram sentados à espera que as coisas caíssem do céu e foram à luta, criando riqueza e oportunidades para os outros, e apontar armas à responsabilização do indivíduo. Ninguém pode negar que há, na sociedade portuguesa, um manifesto excesso de “manguelice”, de pessoas que nunca se esforçaram para nada, nem estudar, nem trabalhar, nem investir. Se as pessoas se esforçassem mais por aproveitar as oportunidades que a sociedade lhes dá, não estariam a concorrer com quem nunca teve oportunidades por salários baixos, e se por outro lado se tivessem esforçado, a economia portuguesa seria muito mais robusta, beneficiando tanto quem teve oportunidades, como quem não as teve, de salários/lucros superiores!

Quanto ao que diz sobre a gestão de sectores que deveriam ser públicos (tirando comunicações, banca e indústria pesada, estamos de acordo com os que deveriam ser), o modelo que apresenta é de facto o óptimo. A privatização desses sectores deve-se ao facto de que, na sociedade que temos actualmente, seja um pouco utópico, até porque a pressão realizada por um accionista privado por resultados, porque está lá metido o SEU dinheiro, é sempre maior do que quando é feita por alguém que está a representar o dinheiro de “todos”. Então, aceita-se a privatização como uma escolha “second-best”. Não a ideal, mas a possível. Também não concordo com TAXAS de lucro demasiadamente elevadas em empresas público-privadas ou concessões, uma vez que são negócios de muito baixo risco, também deveriam ser de baixo retorno. O problema é que desenhar um mecanismo ideal para cada caso não é simples.

Cumprimentos.

8 06 2009
Leo Trotsky

Pois, tudo isso é certo.Mas a questões a que alguns comunistas fogem é esta?De quem é a culpa por esses desvios?Onde começou a aniquilação moral do marxismo e socialismo?Digo desde já, Stalin, porventura o maior mito ainda presente na mente dos comunistas.Se Àlvaro Cunhal é vítima sem dúvida de uma campanha ignóbil de mentiras, em que se tenta negar o facto óbvio de ele ser o maior político português de todos os tempos e sobretudo o facto de ser ele o verdadeiro Pai da Democracia portuguesa, ao invés do badocha do Soares, que não passa de um Kerensky moderno.Cunhal, Chavéz, Fidel, foram vitimas de campanhas de intoxicação da opinião pública, com mentiras atrás de mentiras, demonização abjecta, deturpação dos factos históricos para virem com o papão anti-comunista.Contudo Stalin foi um autêntico monstro, que matou milhões de pessoas, fazendo parecer os que referiste (Kim Jong-Il ou Mao) anjinhos autênticos.Foi ele que na sua sede de poder pessoal, enorme sede de protagonismo e nas suas ideias de cariz quase fasciszante perseguiu milhões de pessoas, muitas por serem judias, deslocou milhões de republicas soviéticas, criando os problemas étnicos que hoje existem e pior do que isso, fez aparecer aos olhos dos soviéticos a ideia que o socialismo não era mais do que uma invasão russa e tentativa de manter o império, sobre o pretexto de expandir a Revolução.
Sobre o pretexto da Revolução anexou países a quem o grande Lenin tinha dado a independência pois não foram mais do que colónias ocupadas pelo império russo do criminoso czar, não sendo diferentes das “nossas” Angolas, Moçambiques, mas de quem o Stalin tinha a ideia de pertencerem á Rússia por natureza. Matou aí milhões de pessoas que se opuseram a essa invasão, algo que manhou a imagem da Revolução, que ainda hoje aparece aos olhos desses países, como não mais que uma nova vaga de imperialismo russo, sobre a égide de uma Revolução.Sobre o pretexto de “unir o partido numa era de agressão ao socialismo” massacrou quase metade do Partido da União Soviética, massacrando todos os que o criticavam, todos os que já se começavam a aperceber das suas intenções, das suas ideias totalmente erradas e de condão quase fascista (como em relação aos judeus e outros povos da URSS), massacrou todos aqueles que podiam encabeçar uma liderança alternativa que o tirasse do poder a tempo de evitar os crimes que cometeu e que tanto dano fizeram á Revolução, Trotsky foi somente o grande exemplo disso, sobre uma chuva de acusações falsas, mentiras, demonizou todos os líderes do Partido que seriam para ele uma ameaça, hoje sabendo-se que essas acusações eram falsas.

Mas porque digo tudo isto? Porque foi esta destruição autêntica do partido que produziu a 1ª Rev.Socialista, que inquinou toda a Revolução.Ao massacrar metade do Partido, substitui militantes comunistas sinceros, pelas típicas pessoas que se colam sempre ao poder, sobretudo quando se apercebem que quem está no poder mata quem quer que não o aceite.Ao fazer isto, destruiu a geração qye fez a Revolução e substitui-a por gente de comunismo mais que duvidoso.A corrupção crescente, a hipocrisia e as toupeiras infiltradas foram o que se seguiram.Daí não estranhemos que quando surgiu um certo burgesso de nome Gorbatchov, que mais não era que um social-democrata hipócrita que tinha como intuito destruir o socialismo em vez de fazer o verdadeiro socialismo perdido após Lenin (satisfazendo interesses pessoais de líderes corruptos com interesses na propriedade privada), ele tenha cosneguido fazer a prodigiosa obra de dentro do próprio PCUS, á frente de todos, encetar um processo de morte socialismo, fazendo elogios criminosos ao capitalismo, ridicularizando o socialismo.

Gorbatchov foi o resultado de um Partido acrítico, onde nehum líder era capaz de pensar, obedeciam cegamente ao líder, memso que este estivesse a destruir o socialismo.Em vez de serem criativos e serem capazes de reflectir sobre as reais intenções de Gorbatchov, limitarm-se a obedecer-lhe, pois “o líder não se discute para não fracturar o Partido” é assim desde o burgesso do Stalin, que criou uma cultura de obedeciência cega, que propiiou que autênticos traidores ou mosntros pudesses facilmente cometer as maiores atrocidades, sem que ninguém os ataque.
Porque não foi ninguém capaz de parar Gorbatchov?Porque foi que ninguém foi capaz de parar esta restauração capitalista na China?Onde estão os verdadeiros comunistas que sonharam com a Revolução na China?Porque não se manifestam?
A cultura partidária criada por Stalin, sobre pretextos de unir o partido, mas que tinham como único intuito evitar qualquer crítica á sua pessoa (que viria a acontecer claramente, pois nenhum comunista que se preze aceita um monstro como esse senhor), é isso que explica as deformação, corrupções, heresias e desvios ao socialismo.Criou-se uma cultura em que em vez de se estimular o pensamento, de se trazer verdadeiros pensadores comunistas para a liderança, infectou-se as lideranças de subservientes, que muitas vezes não eram comunistas ingénuos, mas sim corruptos, tacheiros, que se serviram da Revolução, que mal tiveram chances de destruir o socialismo, para ficarem ricos com a restauração capitalista, aproveitaram logo.Isso é que explica o colpaso da nossa URSS, a traição da hina (que só não colapsou oficialmente), e um retrocesso enorme na causa comunista.Mas tenho fé na Revolução, vejam o que sucede na América Latina!!!Stalin exportou esse modelo de “partido” para muitos outrso países, Coreia do Norte é o grande exemplo e o resultado é este.
Mas a vitória é nossa, Hasta La Victoria, Sempre!Estamos a ganahr na Máerica Latina, algo que nem no tempo da URSS conseguimos.Isso inspira-nos e dá-nos força!!!

9 06 2009
Leo Trotsky

Porque é que o meu comentário não apareceu, quando o escrevi ontem?

9 06 2009
Leo Trotsky

Bem, ninguém me responde, mas aqui vai.

Concordo contigo, camarada, em muito do que dizes aí.
Discordaria talvez da tua visão das FARC. Não duvido nem por um momento que se tenham pervertido, transformando-se de guerrilheiros genuínos, em criminosos, que muitos deles mantém a guerrilha para manter o tráfico de droga. Mas há duas coisas a ter em conta. Primeiro, talvez tenha interpretado mal o teu pensamento, mas parece-me que achas que as FARC sempre foram isso. Não, elas perverteram-se com o tempo, mas quando nasceram, nasceram de uma situação terrível de miséria, opressão, em que as forças revolucionárias eram esmagadas por governos criminosos e facínoras, apoiados como sempre pelo verdadeiro Império do Mal, a América. Saíram da morte de Gaítan, que foi um golpe tremendo nas aspirações progressistas de todo um povo. Quando se mata a esperança de uma Revolução pela paz, muitos pensam que só a guerra traz uma nova ordem, pois o cpaitalismo, usa a força criminosamente para estrangular qualquer tipo de mudança. Veja-se o grande Che Guevara, que acabou por pensar que só as armas trariam a esperança de derrota do capitalismo na América Latina.
O problema das FARC foi que o desespero e a pobreza intrínseca aos movimentos marxistas (que não beneficiam de milhões dos grandes grupos como beneficiam os partidos de poder, mas sim assentam em donativos das pessoas mais pobres devido ao seu fervor militante) levou-os a usar o tráfico de droga, para financiar a guerrilha. No fundo a lógica, de tudo por um bem maior. E depois não se esqueçam que as Farc são de áreas indígenas, onde a plantação da coca tem raízes culturais e não tem a mesma percepção negativa que tem os ocidentais.

Mas hoje acredito que alguns se tenham corrompido pelo dinheiro.
Mas há um segundo aspecto. Os factos que citas, tens que ter cuidado. A propaganda ocidental, mascarada de “media” que se apresentam sobre a capa da imparcialidade, intoxica a opinião pública contra os comunistas. Cautela com os “factos” que vos querem meter na cabeça. O Miguel Urbano Rodrigues, disse que os visitou e assumindo que eles de facto plantam coca, destacou o seu fervor revolucionário. E destacou a miséria da Colômbia e a necessidade de se fazer algo. Que os seus líderes estejam corrompidos, ninguém nega, bem diferente disso é negarmos a necessidade de se agir. Se leres Chomsky, um anarquista bem conhecido (por isso ninguém lhe pode imputar alguma simpatia pelas FARC) ele refere a intervenção americana na Colômbia, sendo este país, o que junto com Israel e Turquia mas “apoio militar” recebeu dos EUA, ou seja um apoio de armas para prosseguir uma guerra criminosa contra as populações indígenas, apoiantes de causas revolucionárias, contestatários do governo e expulsão de populações de áreas com potenciais riquezas, a que as empresas do pseudo-mundo livre querem deitar a mão. Vê o que sucede no Peru, a tentativa de expulsão dos índios das suas terras, pois estas têm muitas riquezas e as multi-nacionais que compraram o governo do Peru querem expulsá-los.
A perversão das FARC é um facto, mas não nega a sua luta original, nem podemos ser ingénuos e imaginar que tudo se resolve na paz. Salgueiro Maia teve que apontar os canhões a Marcello Caetano. Este mostrou-se sensato e abdicou do poder, mas imagina que não o fizesse? A única solução para o fim do fascismo seria a violência. Ninguém fala de mortes aos milhares, mas se o teu país for atacado, não tens de fazer guerra?Seria possível a Fidel ter derrubado Batista, um autêntico criminoso de outro modo? Há países, que numa determinada conjuntura, fazem sentir que só a violência é o caminho. Podemos ou não discutir, mas não podemos cair no lirismo de achar que só a paz é possível. Os portugueses só saíram de Africa, quando pela violência houve uma resistência. Eu não defendo a violência, mas entendo o desespero de quem quer mudar algo e só vê retrocessos sociais, um império americano sem oposição nos seus crimes.
Já dizia o Bertrold Brecht: Tu condenas o rio violento mas não as margens que o comprimem. È preciso perceber as causas de tudo.

9 06 2009
Virgilio Alves

Antes de mais, obrigado pelos comentários. Bem há aqui discussão para muitas horas, pena que não as tenha.
Em relação ao Sr. Bruno Silva, atenção ao que se diz sobre as curvas da procura e da oferta e em geral às bases teóricas da economia, quem previria estas crises? Ninguém, daí se ter instalado com tal magnitude, mas se queremos mesmo analisar matemáticamente e metódicamente a economia, então estamos perante uma equação com N variáveis, um número de varáveis enorme que nenhum supercomputador pode processar, de certo modo a economia é como a matemática biológica, sabemos que que existe mas não a podemos usar com eficácia. Isto para dizer o seguinte, na actual conjuntura, a causa do fosso entre ricos e pobres reside na distribuição inequal entre a população (entenda-se que não se toma a distribuição como uma distribuição rígidamente igual, que não o é) isto porquê porque em vez de assistir a um aumento gradual dos salários na hierarquia das empresas, o que se assiste é uma exponenciação desses mesmos rendimentos. O que invariávelmente resulta numa má redistribuição e injustiça salarial, sem contar com “as mordomias” habituais dos gestores a título de exemplo, o que se assiste hoje é a uma grande salário, mas depois, vêm as compensações, o carro da empresa, as ajudas de custo, o telemóvel, o gasóleo, etc. Que invariavelmente são usados não só no restrito da empresa como fora dela. A questão é: Não deveria o alto salário contemplar isto? Porque razão não o é estendido às camadas inferiores da hierarquia da empresa? Porque razão o empregado têm de pagar a sua deslocação ao trabalho e o gestor não? Qual é a justiça social desta situação. Pior, uma parte substancial das verbas para o funcionamento da estrutura empresarial são usadas desta forma e muitas vezes em proveito pessoal e não empresarial. Porque há-de um gestor viajar na classe mais cara de um avião? E quem diz gestor, diz qualquer pessoa num acto de trabalho quer público quer privado.
O Sistema assenta na premissa: Eliminação de custos extra-produção, integração sob o Estado e indirectamente sob a população. O Comum!

Quanto ao utilizador “Leo Trotsky” antes de mais pedia às pessoas que usem da sua graça para identificação ou que usem a distinitivo anónimo.
Apenas por uma questão de estética e/ou coerência.
Continuando, “nós” comunistas, não podemos continuar com esta lenga-lenga e com os chavões do costume, e fugindo um pouco ao que se passa, (talvez me achem egoísta) estou numa fase de não me importar muito com o que se passa lá fora, na minha óptica primeiro está o país depois virá o resto. E o estado do país é este, apesar de todos ou quase todos olharem com satisfação os resultados da CDU e do Partido Comunista Português, confesso já recear isso há algum tempo. O partido têm de se modernizar (mantendo a linha ideológica e a sua rígida estrutura, que são a pedra basilar do aparelho do partido) mas o pcp têm de começar a prepara caminho para fazer ecoar a sigla PCP e saír das “saias” da CDU. o Bloco está a subir e convenhamos isso é mau. Muito mau para o PCP. Tenho para mim que as pessoas não estão informadas, preferem alternar o voto, e a juventude está atraída pelo factor novidade que o bloco trouxe a Portugal, mas o bloco não é opção como governo, falta-lhe uma ideologia concreta e definida que de resto todos os outros partido têm. E se o bloco aumenta a sua votação, então teremos logo à partida pouco espaço de manobra para o PCP, por outro lado, um força puramente contestatária.

Bem peço desculpa mas tenho de interromper abruptamente o meu comentário. Falta de tempo.

12 06 2009
Leo Trotsky

Começo por dizer que nunca dou o meu nome verdadeiro,unicamente por questões de segurança. Por isso escolho nicks com nomes que gosto de honrar.

Concordo consigo quanto ao futuro do nosso PCP.

Não nego que o bloco possa ter pessoas seriamente de esquerdas, tem inclusive muitos marxistas que se afastaram do PC por várias razões.

Mas a questõas colocado é justa. Ao ter uma ideologia de esquerda “básica” por assim dizer, o bloco torna-se difuso.Tem propostas e preocupações em tudo silimares ás do PCP.Contudo a sua dispersão ideologica, feita no sentido de agradar a todos um pouco, leva a uma questão? O Bloco pretende de facto a Revolução, a transformação da sociedade?Os grandes problemas de Portugal são causadas pelo capitalismo, pelas suas estruturas físicas, morais, económicas e políticas.Só uma Revolução Comunista é que pode de facto mudar este estado de coisas.E o único partido que pugna por isso é o nosso PC.Tem os seus defeitos, entre os quais para mim o maior é ter uma má política de comunicação, e uma falta de “acção afirmativa”, andamos metidos num armário cheios de vergonha se sermos revolucionários, desde o colpaso da URSS. Assim o PC, dá a ideia que o comunismo é mau e favorece o crescimento dos “mininos” do Bloco, que se arrogam de um suposto socialismo democrático.Temos uma enorme dificuldade em passar a mensagem, não só pela ignóbil campanha de mentiras, distorção, exclusão dos media a que somos sujeitos, mas também por erros próprios.Lenin dizia sempre “explicar a Revolução ás pessoas em termos simples”. O problema do PCP é de estratégia de comunicação e de forma, não de substância.O bloco para ganhar votos, dispersou-se ideologicamente.A quetsão que se coloca é a de: qual o preço que pagarão pela obsessão de ganhar o poder a qualquer preço?Se para ganharmos mais facilmente votos, metemos o socialismo na gaveta, para não nos atacarem com o papão comunista, então que Revolução faremos nós?
È como dizia o grande Lenin, aos “Blocos” de então: Voces ao defenderem sociais-democracias ou ao abdicarem por alguma razão da Revolução Comunista,o que conseguirao fazer será duas coisas: até poderão ganhar o poder, mas quando muito irão minimizar os efeitos do capitalismo. Ao não terem como horizonte final a destruição do capitalismo e a instauração da Revolução, conseguirão somente alguns aspectos sociais que irão minimizar a pobreza mas não erradicá-la. E ao deixarem existir o capitalismo, as garndes fortunas, corromperão o sistema político, e mais tarde ou mais cedo, acabarão por conseguir retroceder nessas conquistas sociais, quando a altura se mostrar favorável.O capitalismo terá sempre o poder de destruir essas conquistas e isso acontecerá inevitavelmente.Só o socialismo pode erradicar de vez o mal pela raiz.Por outro lado a vossa ânsia de poder, abdicando dos princípios marxistas para agradar a mais pessoas, levar-vos-á a se descaracterizarem ao ponto em que em alguns anos, serão como os partidos de poder, serviçais aos grandes interesses.Primeiro rejeitam o socialismo.Dái até á conversão ao capitalismo é só um passo.È o trajecto natural de quem prefere abdicar do que é certo para ganhar poder.

Grande Lenin, e ainda dizem que o que ele disse é de “museu da história”.Grandes burgessos, Lenin continua sagaz e actual como sempre.

O nosso PCP tem que rever a sua atitude perante os media (gostei muito de ver o Jerónimo a desancar nos media de chacha), rever a sua política de comunicação, para mostrar o que é de facto o socialismo e convencer o povo da nossa causa!!!

Saudações revolucionárias!!!

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