10 de Junho.

10 06 2008

    Não poderia deixar passar este dia sem me expressar diante de todos vós, e começo logo por questionar se todos nós portugueses encaramos Portugal com a nossa pátria e a nossa nação, para o bem e para p mal, agora e para sempre. Porque não sei bem porquê parece-me que o tão aclamado orgulho lusitano está sintonizado num único canal, o do futebol. Mas também quem não gosta de uma futebolada à maneira?

    O problema reside em que andas as pessoas armadas em patrióticas a colocarem bandeiras à janela a apoiar a selecção nacional e isto dura até durar, ou seja seguindo as estatísticas chegará à final do europeu no dia de são nunca à tarde (e mesmo só mesmo à noitinha), enfim, acaba-se o “sonho” e o pseudo-sentimento patriótico esmorece-se. Ainda são visíveis as míseras bandeiras do Euro 2004, rotas, esfarrapadas de acordo com a economia nacional, o estandarte da perpétua derrota, e isto porquê? Porque para as tontas cabeças dos portugueses só é português quem apoia a selecção, o resto é tudo gente do contra, acaso não deverão ter presente que é crime o que estão a fazer com os símbolos nacionais (mesmo que sendo dos chineses e não bem desenhados).

    Andamos todos feitos parvos a aceitar tudo o que o governo nos faz porque nos colocaram umas palas (Euro 2008 – Produto Oficial) nos olhos que não deixam ver o perigo da subida do petróleo e do que se faz por cá? A propósito alguém se deu conta do que aconteceu em Aveiro e dinamizado pela UA? Não, claro que não, mas que a Suíça e Áustria perderam, já todos sabem.

    E as frases: “Heróis de Portugal!”, “Campeões!” entra tantas outras. Francamente, heróis, “porra”, o D. Afonso Henriques deve estar a dar voltas no túmulo ao ver estes chupistas a serem aclamados como heróis. E campeões??? Não sei bem de quê, nunca ganharam nada, a Itália é que pode chamar de campeões aos seus seleccionados.

    E andamos todos neste trinta-e-um subjugados às companhias que patrocinam estas amálgama de interesses que é o futebol, para não falar de Portugal, um país com notórias carências financeiras a custear isto tudo, um dos treinadores mais bem pagos (e não contente ainda faz publicidade) hotéis, transportes luxuosos enquanto os verdadeiros campeões nacionais têm de custear dos seus próprios bolsos as sua actividade que até trazem medalhas para Portugal.

    Mas que país é este e que povo é este que permite esta pouca vergonha? Até quando terei de ver esses bandidos como o Cristiano Ronaldo e companhia limitada (não generalizando) a darem uma de pessoas importantes e indispensáveis ao país a darem uma de fazer um favor a Portugal, com contas chorudas e nós aqui quase sem dinheiro para pagar os combustíveis, a educação e a alimentação andamos a pagar hotéis inteiros de 5 estrelas e estádios privados para o treino dos jogadores.

    Esses que aí andam a fazer ruído pelas ruas por “dá cá aquela palha” são os maiores terroristas da nação não são só aqueles a jogar ao Euro 2008 porque esses esperto aproveitam o que lhes dão, mas esses parvos de bandeiras e cachecóis nas janelas são os piores, são os que contribuem para esta miséria de haver rios de dinheiro a jorrar para lado nenhum sem nenhuma contrapartida e ao mesmo tempo existir greves paralisações etc.

Por tudo isto convém pararmos e reflectir sobre o que é o 10 de Junho, Portugal e sentimento patriótico e ver e escolher aqueles que verdadeiramente tentam empurrar Portugal para a bonança e aí sim declará-los heróis nacionais.





Do Estado Novo à Democracia

1 05 2008

Não poderia deixar passar esta data, ou melhor, esta semana que foi desde o 25 de Abril até ao Primeiro de Maio.

Por isso cá está a minha homenagem:

Uma espécie de documentário de cerca de 40 minutos sobre o Estado Novo e o 25 de Abril.

Notas:

Alguns erros foram reportados e estão a ser corrigidos( dos quais peço muita desculpa pelo erro em Humberto Delgado, mas quando se está com sono acontecem destas coisas, foi só a testar no meu DVD que vi os erros e naturalmente vai demorar todo o processo de corrigir, desde refazer o filme até à conversão, etc!





Informática no ensino.

13 09 2007

    No passado dia, o Sr. Primeiro-Ministro José Sócrates e vários elementos do governo deslocaram-se a algumas escolas onde seria efectuado a venda dos PC’s portáteis a preços convidativos. Por partes:

 

    Quem é abrangido?

    Segundo o site http://www.eescola.net./ serão abrangidos “alunos que se vão matricular em 2007/08 no 10º ano (1ª Fase), aos professores do ensino básico e secundário e aos trabalhadores em formação, inscritos nas Novas Oportunidades.”

 

    Quem financia?

    De acordo com o mesmo site “É financiado fundamentalmente pelos operadores móveis (Optimus, TMN e Vodafone) ao abrigo das obrigações para o desenvolvimento da Sociedade de Informação, como contrapartida pela atribuição das licenças das comunicações da terceira geração.”

 

    Em suma, trata-se de uma medida que assenta sobretudo no marketing e nas negociatas do próprias do PS, senão basta reflectir, como é que se encara o facto de que o programa não abrange o secundário completo? Porque razão alunos do 11º e 12º ano não podem beneficiar desta iniciativa, acaso os seus encarregados de educação, não cumprem com os seus deveres para com o Estado? Não necessitam desse tipo de material? O que o Sr. Sócrates anda a fazer é a todo o custo ganhar atenção mediática e ser visto como um benevolente, até porque o programa há-de acabar porque as operadoras não vão estar eternamente a fornecer computadores a torto e a direito.

    É dever do Estado garantir apoio no ensino a todos os níveis, e agora mais do que nunca, fornecer o apoio devido na área das TIC’s, senão puder comportar todos os custos (que são elevados) deverá conceder subsídios, e não andar a fazer figura de benemérito, à custa de uma negociata com as operadoras móveis. E sobretudo quando se realizar um projecto destes, deve-se ESPERAR pela abrangência a todos os alunos e não privilegiar uns em detrimento dos outros. Porque agora penso, como devem ter ficado desiludidos milhares de alunos do secundário, nomeadamente os do 11º e 12º ano. Porque o Estado não lhes garantiu o mesmo direito que ao 10º ano, só para poder aparecer o Sr. Sócrates à frente das câmeras com uma pose de benemérito.

 

    Quanto ao dever do Estado, o Estado deve financiar (e não arranjar estratagemas de última hora) ou pelo menos subsidiar a aquisição de material informático, mas também deve proteger o interesse nacional e não firmar contratos desnecessários com as multinacionais, caso da Microsoft entre outras, uma vez que o que encarece bastante o produto é a aquisição das licenças de Software nomeadamente o Sistema Operativo Windows e os aplicativos Office tão necessários para o seu funcionamento, mas felizmente existem outras soluções a custo zero e com a vantagem de serem modificados consoante a necessidade das instituições como é o caso do Software Livre como o Linux e o OpenOffice.org, poupando assim milhares de Euros. O Estado deve alargar o uso de software livre ao ensino e a todas as áreas públicas aplicáveis.





Dossier “A UE e a presidência Portuguesa”.

6 09 2007

    Destaque para o dossier “A UE e a presidência Portuguesa” a ver no site do PCP.

Dossier 'A UE e a Presidência' - PCP





Sistema de empréstimos do ensino superior.

27 08 2007

    Uma vez mais o Estado dá um passo atrás no que diz respeito ao ensino em Portugal. A nova forma de comércio, ou seja, o comércio dos financiamentos dos alunos, visa em primeiro lugar, aumentar as receitas da banca, face aos juros, e em segundo lugar, iludir as famílias Portuguesas num suposto acto de benevolência do Estado. Mas o que realmente se passa é a capitalização do ensino, tornando-o não um instrumento capaz de formar novos cérebros, mas sim mais um negócio entre tantos outros, não está em causa o aproveitamento dos alunos, de fomentar o ensino, o ensino assemelha-se cada vez mais aos mercados bolsistas, em que se aposta no aluno, e que dali se tira proveito. O Estado não garante a educação, garante a possibilidade de mais um endividamento das famílias, num país com maus resultados, com o nível de vida baixo, e com um alto índice de endividamento.

    Será este o caminho para a formação de novos médicos, engenheiros, economistas, cientistas, etc? Não porque, o que está em causa não é o aluno em si, mas a capacidade financeira de frequentar a universidade. Com esta nova medida, o Estado afasta-se cada vez mais da sua função, facultar um bom sistema de ensino, assim como tem feito com outras áreas.

    O Estado tem-se abolido das suas funções, pois, já não garante o ensino a todos, a saúde a todos e a reforma adequada a todos. Portugal deixou de ser, se é que alguma vez o foi, um Estado Social que se preocupa com o bem-estar da população.