“Inter Pares”

14 07 2009

PRIMVS INTER PARES

Tem sucedido uma série de eventos que para mim são graves e, passando logo ao acusatório, é que se por um lado apoio a sólida rigidez do Partido Comunista, por outro lado observo que há gente a quem essa rigidez não se faz sentir, ao comum dos mortais, neste caso, o comum dos comunistas, ao adoptarem certos e determinados comportamentos alheios à ideia corrente e comum, sem a necessária discussão interna, são logo olhados com desconfiança, que se uma ameaça ao partido se trata-se, ate aqui tudo bem, uma vez que é essa rigidez que tem mantido o partido coerente, o pior é quando há certas individualidades que, o fazem, mas que o partido não actua da mesma maneira. Isto é há da parte de alguns, cujo pensamento lhes dá para pensarem que são o Partido e nem se ralam com o que os outros têm a dizer.

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Comunismo do século XXI

1 07 2008

A guerra das ideologias diz-se que terminou aquando do fim da guerra fria, e a derradeira luta entre o socialismo e o capitalismo teve o seu período áureo no pós guerra, durante a guerra fria o mundo assistiu a um equilíbrio pelo terror, o temor de uma Terceira Guerra Mundial, a guerra nuclear, ainda mais catastrófica e mortífera que as suas predecessoras, que oporia a esfera soviética com a esfera estado-unidense, com consequências muito mais graves, onde e uma vez mais a Europa seria um dos palcos de maior risco, mas que deste feita, os alvos seriam as capitais destas esferas, Moscovo e Washington, seria a guerra mundial, mas amplamente mundial que houvera existido.

Esteve muitas vezes perto, mas felizmente não aconteceu.

Hoje em dia o que se presencia é o definhar da credibilidade do sistema comunista e do socialismo, não por culpa da ideologia em si, mas devido àqueles que se auto-intitulam portadores da ideologia, e falando clara e abertamente, aqueles que se refugiam na luta de classes e do socialismo para desculpar raptos e recurso a capitais sujos para financiarem e sua guerrilha, tal é o caso das FARC-EP que se dizem libertadores do povo oprimido, mas que no fundo não passam de criminosos, que se valem de raptos e actividades ilícitas, como o tráfico de droga, não podem ser considerados defensores do povo e da luta de classes ou do socialismo, são APENAS E UNICAMENTE CRIMINOSOS. E como tal, devemos desmarcarmo-nos deles por forma a não fragilizar a imagem da verdadeira ideologia, a ideologia que pretende mudar o mundo, instituir uma sociedade sem classes, mais justa e igual.

Mas, não se pense que as FARC-EP são as únicas neste processo desmoralizante e de descrédito, para isso contribui ainda outros factores, leia-se países, tal é o facto da Coreia do Norte e da China, ambas se dizem repúblicas socialistas, geridas por um partido comunista, mas a única inferência que daí podemos retirar é a seguinte, tanto a China como a Coreia do Norte, não são mais do que ditaduras, com especial incidência na Coreia do Norte, um Estado gerido a bel-prazer do tirano Kim Jog-ill, que faz e desfaz como bem quer, um país quase totalmente fechado para o mundo, uma decadência a olhos vistos, um país falhado por culpa da pessoa que o dirige, e do partido que o dirige. Não é de certeza um país comunista ou socialista, é uma ditadura do tipo tirânica e sem escrúpulos que oprime e tiraniza o seu povo. Uma autêntica “bandalheira”. Já a china, embora menos tirânica que a Coreia do Norte, não passa de um Estado “gigante” dirigido por uma elite política corrupta e ditatorial, ao estilo fascista, o que a distingue do regime do Estado Novo é o facto de ser dirigida por um Partido Comunista, um Partido Comunista corrompido e estropiado uma mescla de capitalismo sórdido, pior que o dos Estados Unidos e, uma perseguição impositiva, que não beneficia o povo chinês mas apenas os neo-capitalistas da elite do Partido Comunista Chinês. Grassa o desrespeito pelos direitos humanos, pelos outros Estados, enfim pela dignidade humana. Qual a razão de a China suportar o regime da Birmânia? Ou o regime de Mugabe? Só para fazer frente aos Estados Unidos? E o que dizer do Tibete, neste caso poderíamos falar em extrema protecção contra um Estado religioso, mas entre um regime do Dalai Lama e o de Pequim, sinceramente venha o diabo e escolha, se bem que TODOS OS POVOS TÊM DIREITO À SUA AUTODETERMINAÇÃO, coisa que a China não aplica, simplesmente limitou-se a invadir, conquistar e colonizar, como se fazia no tempo dos impérios.

Mas mais grave do que isso é ver o Partido Comunista Português afirmar que tem dúvidas sobre se a Coreia do Norte é uma democracia. Não há dúvida nenhuma que A COREIA DO NORTE NÃO É UMA DEMOCRACIA, É UMA DITADURA DAS MAIS OPRESSIVAS.

Como tal é urgente que o Partido Comunista Português se desvincule da China e da Coreia do Norte, os condene publicamente e publicamente os considere, países Não-Comunistas.

O PCP tem uma longa história de luta pelo povo Português e pela igualdade e não é justo ter de ser comparado à China e muito menos à Coreia do Norte, o PCP e os comunistas em geral sabem e DEVEM RECONHECER que não se revêem nestes Estados e lutar por uma sociedade mais justa, igual e sem classes, derrubar pela via parlamentar o capitalismo, e propor sempre o bem e o melhor para os nossos cidadãos e para o mundo, só assim actuaremos de consciência limpa e com mais afinco para este ideal comum.

Assim proponho que digamos em voz alta, basta ao regime Chinês e Norte Coreano, abaixo as FARC-EP, abaixo o capitalismo e a tirania, viva o socialismo, viva o comunismo e viva o Partido Comunista Português.

Proponho que o PCP se desmarque da China, da Coreia do Norte e das FARC-EP, rompa ligações e os considere regimes ditatoriais.

VIVA O COMUNISMO, VIVA O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!





Sobre as bolsas de mérito no ensino superior.

7 09 2007

    Não tenho tempo para editar artigos neste momento, mas deixo aqui a transcrição da nota do gabinete de imprensa do PCP acerca deste assunto.

Bolsas de mérito: Basta de demagogia!

Nota de Gabinete de Imprensa do PCP

1. Já é uma rotina anual que próximo do início do ano lectivo o Governo venha fazer um certo número de afirmações demagógicas, manipulando estatísticas procurando escamotear desta forma os verdadeiros problemas do nosso sistema educativo e as necessárias soluções para os ultrapassar.


Esta afirmação é a propósito da conferência de imprensa dada hoje pela ministra da Educação sobre um suposto alargamento da acção social escolar a alunos do secundário, com o anunciado objectivo de captar mais alunos para este ciclo de ensino.


Sobre esta matéria, alguns comentários:

-    o Governo continua a não cumprir a Constituição da República que no seu Artigo 74º, alínea e) estabelece que incumbe ao Estado estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino.

-    As famílias portuguesas são hoje, no quadro da União Europeia, aquelas que mais despesas têm com a educação. Em média, uma família portuguesa paga por cada filho a estudar, cerca de 600 euros por ano, situação que se vai agravar nos dois próximos anos lectivos, com a decisão do Governo que permite aos editores aumentarem os manuais escolares em 1,5 % acima da taxa de inflação.

-    A percentagem das despesas do Estado com a Educação e Ensino Superior tem vindo a diminuir de 2005 até agora: de 17,5 % em 2004, para 15,7 % em 2007 (de acordo com os Relatórios dos Orçamentos de Estado), o que contradiz o suposto empenhamento do Governo em dar condições de igualdade no acesso e no sucesso escolares a todos os jovens portugueses.


2. Não há novidades nas «medidas» que hoje foram anunciadas, uma vez que estão inseridas num despacho do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 20 de Julho passado, o que comprova o carácter demagógico da conferência de imprensa de hoje. Quanto à mencionada alteração das regras de acesso a bolsas de mérito no ensino secundário, vale a pena referir que estas bolsas estão previstas em despacho de Julho de 2001, sendo que «o aluno com direito a bolsa de mérito não poderá receber, durante o ano escolar, qualquer subsídio para livros, material escolar ou senhas de refeição», conforme consta do ofício circula nº 35 da DRELVT, de 8 de Agosto de 2007, que também refere que o valor desta bolsa é 1007,5 euros/ano. Podem as famílias carenciadas perguntar-se como pagam deslocações, refeições, livros, material escolar, eventual alojamento, visitas de estudo, etc. com 1000 euros por ano lectivo.


3. A solução não é a insistência numa política de caridade mas uma aposta séria e estratégica na qualificação dos portugueses que passa por um maior investimento na formação integral dos indivíduos, na escola pública gratuita e de qualidade, na igualdade de oportunidades como garantia da democratização da educação. Uma tal solução não se compagina com a política actual de drástica redução do número de professores e o encerramento de centenas de escolas, nem com programas de recuperação de alunos para a escola que apenas visam melhorar as estatísticas.

In: Sobre Esconomia e Finanças.