Tratado de Lisboa, tratado reformador.

5 09 2007

    É por agora designado de Tratado Reformador, aquele que na prática é o documento que visa substituir a constituição europeia. Após a negativa dos Franceses e Holandeses à constituição europeia, que limitaria a acção legislativa dos Estados, pondo em até em causa a sua soberania e independência. Mas mesmo após essas tentativas falhadas a UE, quer implementar um tratado que vai reforçar o federalismo europeu, e a submissão dos países mais pobres ao poder centralizado de Bruxelas, por sua vez comandado pelo Reino Unido, França e Alemanha em comunhão com os Estados Unidos. Numa Europa cada vez mais federalista, pesa a ameaça à soberania de países como Portugal. Mas se se pensa que até os grandes grupos capitalistas Portugueses vão lucrar com isto, então estão redondamente enganados, já que na pequenez do nosso país, até esses vão ser retraídos, a Europa parte à conquista selvagem do mercado europeu e para isso vai contar com o cada vez maior controlo dos Estados e da sua política. Os grandes grupos económicos instalar-se hão, contribuindo cada vez para o desrespeito para com o proletariado e para a injustiça social. Com este novo tratado a UE adquirirá maior poder junto dos diversos Estados e assistir-se há à tentativa de partilha do mundo pelos Estados Unidos e por uma UE comandada pelos grandes grupos capitalistas. Para isso ocorrerá uma corrida ao armamento, a uma política comum de militarização e a substituição da diplomacia pela guerra, em que apenas três ou quatro países obterão lucros ficando os restantes 24 países lesados, na sua economia e soberania.

    O mais grave é o facto de Portugal ser um dos países de risco, que mais sofrerá com este tratado, e o PS é justamente o obreiro desse tratado que tanto prejudica o povo português e Portugal e ainda os restantes povos. O PS é um cancro maligno que provoca a morte lenta de Portugal.





Federação europeia.

29 08 2007

    No início o continente Europeu era um vasto território composto por múltiplos povos e costumes, a civilização saída do vale do Tigre e do Eufrates havia já criado importantes núcleos e culturas, os Egípcios, os Fenícios, Hititas, Gregos e Romanos, etc. Compreende-se a Grécia antiga o berço da civilização ocidental, e da democracia (Demos = Povo, Kratos = Poder), embora com algumas limitações, com o Império Romano, vem a célebre Pax Romana e o Ivs Romanvm (Paz Romana e o Direito Romano), que são a base de todo o sistema jurídico ocidental, o Império Romano expande-se por todo o continente. Séculos mais tarde é a vez das potenciais europeias, primeiramente Portugal e depois outras nações, conquistam outros territórios e subjugam outras culturas pelo mundo fora. Portanto partindo de pequenos territórios situados na Europa são criadas várias possessões na América, África e Ásia. Possessões vastas em territórios, com excepção ao Império Russo, à China e Índia, e alguns países na Ásia, todos os Estados do mundo são fruto dessas mesmas possessões, assim, existem mais diferentes tipos de costumes na Europa por quilómetro quadrado do que no continente Americano. A Europa tornou-se refém da sua própria expansão. Não há dúvida que os Estados Unidos da América, a Rússia (que obteve o seu tamanho devido à inexistência de povos no seu vasto território, que ainda hoje continuam mal explorado), o Brasil e os outros estados surgidos do século XIX e XX, conseguem uma maior influência sobre o mundo que um Estado singular Europeu. Os Estados Americanos foram-se desenvolvendo, enquanto numa Europa quase apertada na miscelânea de povos e Estados, reinava o clima de desconfiança em que alguns países ameaçavam e invadiam outros, ao longo dos tempos as guerras foram sucessivas, desde sempre os reinos se digladiavam em actividades bélicas, caso da França e da Inglaterra, do pretensão de Espanha em anexar Portugal, as guerras napoleónicas, e à medida que a tecnologia se aperfeiçoava, também as armas se tornavam cada vez melhores. No século XX, mais dois conflitos mostravam isso mesmo, a tecnologia aumentava e a Europa se auto-destruía. O clima de guerra era tão intenso que o continente não aguentava nas suas fronteiras a guerra e estas se tornaram mundiais, a primeira e a segunda, guerras mundiais tiveram início na Europa.

    Mas, no final do conflito duas lições se tirariam; a primeira era a de que mais uma vez a Europa estava destruída pela guerra, a segunda é a de que a Europa não era mais o centro do mundo, a hegemonia mundial deixaria de ser Europeia, dois novos e grandes Estados emergiam completamente antagónicos, num lado os Estados Unidos e o seu sistema capitalista, do outro lado a União Soviética e o sistema comunista. Dois mundos diferentes em que a paz foi conseguida pelo medo, o medo de uma terceira guerra mundial, uma guerra nuclear. Novamente quem estava no meio desta confusão era a Europa, a diferença é que após tantos séculos de domínio sobre o mundo, o velho continente assistia impotente ao desenrolar dos acontecimentos. Entre organizações militares pró soviéticas e pró americanas, os Estados da Europa romperam definitivamente com o velho hábito de entrar em guerra e resolveram debater entre si o estado da influência europeia no mundo.

    Só uma união entre os Estados poderia fazer aumentar o poder de influência da Europa, é assim que se iniciam as bases da CEE, na ajuda mútua para a reconstrução e desenvolvimento dos estados Europeus, depois de perder a hegemonia mundial, hoje a UE, é uma importante organização a nível nacional, embora o desaparecimento do URSS, tenha provocado a ascendência de uma única superpotência, os Estados Unidos da América. É a União Europeia que por vezes pode travar os EUA de actuar a seu bel-prazer.

    Contudo, a UE deixou de ser o mesmo tipo de organização aquando da sua fundação, hoje em dia é inegável que os Estados Unidos detêm influência sobre ela e a UE funciona quase como um instrumento de mercado e do capitalismo, os Estados menores apesar de poderem expressar livremente a sua opinião, não tem a mesma força que outros, o poder está basicamente nas mãos da Inglaterra, Alemanha, França e Itália, os Estados mais ricos e populosos. A UE corre o risco de subjugar os Estados independentes numa Federação de Estados, cuja capital será em Bruxelas e centros de decisão em Londres, Paris, Frankfurt e Berlim. Tal passo só não aconteceu devido ao recuo perante referendos negativos à Constituição Europeia, que iria limitar o poder legislativo dos estados e tornar os Estados mais pequenos como Portugal e outros em meros peões de xadrez do tabuleiro da união Europeia.

    A União Europeia deve continuar como organização cooperação e ajuda mútua diplomática e económica em que um Estado tenha o mesmo peso que os outros.