“Inter Pares”

14 07 2009

PRIMVS INTER PARES

Tem sucedido uma série de eventos que para mim são graves e, passando logo ao acusatório, é que se por um lado apoio a sólida rigidez do Partido Comunista, por outro lado observo que há gente a quem essa rigidez não se faz sentir, ao comum dos mortais, neste caso, o comum dos comunistas, ao adoptarem certos e determinados comportamentos alheios à ideia corrente e comum, sem a necessária discussão interna, são logo olhados com desconfiança, que se uma ameaça ao partido se trata-se, ate aqui tudo bem, uma vez que é essa rigidez que tem mantido o partido coerente, o pior é quando há certas individualidades que, o fazem, mas que o partido não actua da mesma maneira. Isto é há da parte de alguns, cujo pensamento lhes dá para pensarem que são o Partido e nem se ralam com o que os outros têm a dizer.

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Acerca dos últimos comentários

20 09 2008

    Sou forçado a ter de responder aqui perante o que se passou e, de uma forma sucinta, indicarei o que se passou.

 

    Certa personagem que assina como “Mateus Fonseca”, escreveu um comentário inusitado, o qual não irei transcrever (para não mais me acusarem), mas que em diversos locais está publicitado. Tal comentário incentivava ao uso abusivo dos comentários de um blogue terceiro, de forma arbitrária e de modo a virar a situação, a que dava como sujeito “nós”, passivamente subentende-se o pronome “nós” como referente ao Partido Comunista Português, devido à conotação deste blogue e dos seus ideais. Mas essa subjectividade embora admissível não é referência, tanto mais que este blogue não está implícito ao Partido Comunista Português, é um blogue não anónimo, dado que assino sempre os meus artigos, mas ainda assim de pensamento pessoal, vocacionado obviamente para a temática comunista, e como tal superior ao Partido Comunista Português, mas reafirmo, o autor deste blogue apoia o Partido Comunista Português, obviamente em alguns casos discordará. Posto isto o “nós” não pode ser, de maneira nenhuma” implicado ao Partido Comunista Português nem aos seus membros ou simpatizantes, tanto mais que esse tal “Mateus Fonseca” pode muito bem ser uma fraude ou pessoa fictícia, e como tal, o que diz não se escreve.

    Em relação ao comentário propriamente dito, foi a primeira vez que tal se sucedeu, na plataforma WordPress ou na plataforma Sapo. O comentário em questão, pedia que se subvertesse uma discussão num blogue alheio. Mais se faz saber que este blogue não permite comentários deste tipo e dos publicamente condenáveis sejam de que matéria for. Mas o seu autor na boa-fé do espírito judicial e da aplicação dos fundamentos básicos da justiça, que felizmente ainda tem algum peso, pelo menos ao nível da opinião pública, ora, o autor deste blogue concedeu um prazo de resposta de defesa do autor do comentário, pelo que não procedeu à sua imediata censura, por outro lado, os leitores têm o direito de saber o que se passa e do motivo da repreensão por parte do autor deste blogue, pelo que foi decidido pela parte deste, iniciar um período de cinco dias normais, para a fundamentação da comentário, sua modificação ou eventual pedido de desculpas.

    Entretanto foi este blogue o seu autor e TODOS OS COMUNISTAS EM GERAL, de não praticarem a boa-fé na discussão pública, de passivamente contribuírem para este problema, isto por parte, do blogue terceiro em causa e do seu autor, que pela forma como expôs o caso no seu blogue, incitou que, por trás deste “Mateus Fonseca” estaria o Partido Comunista Português em comunhão comigo enquanto autor deste blogue, pelo que manifestamente se prova infundado e do uso deste caso para acusar indirectamente o Partido Comunista Português, eu próprio e do comunismo enquanto moldes de funcionamento e dos comunistas portugueses.

    Acho que a justiça deve ser aplicada, ordeira e ordenadamente faseada, para que ninguém sai prejudicado, nem vítimas, nem praticante da ofensa, e este blogue concederá sempre o direito à auto-defesa e à justificação perante todos dos seus actos, não punindo sumariamente, ao estilo da PIDE. Assim como este blogue condena veemente o “Mateus Fonseca”, também condena todos aqueles que usaram deste caso para atacar a actividade política e pública do Partido Comunista Português, dos seus membros e simpatizantes, bem como exporem este blogue como um blogue de marginais ou de pessoas que não sabem agir. Esclarecendo embora não seja obrigado, que também comentários contra o Partido Comunista Português e do comunismo, utilizando os mesmos métodos que o “Mateus Fonseca” utilizou, já por cá passaram tendo os comentários censurados após o tempo de auto-defesa.

    Para terminar, informo que o comentário em causa foi censurado ao quinto dia, como determinado.

 

    Eu, Virgilio Miguel Almeida Alves, o fiz escrever em Tomar, aos vinte dias de Setembro de dois mil e oito.





Uma viagem ao poder local!

15 08 2008

Pois bem, como sabem não tenho escrito muito por estas paragens, tenho me dedicado mais aos “prazeres” e “desprazeres” locais, primeiramente no blogue Thomar Vrbe (http://thomar-vrbe.blogs.sapo.pt), e agora vou também reeditar um blogue o Tomar Sentido em http://tomar-sentido.blogs.sapo.pt.

Até mais!!!! Viva o PCP





Comunismo do século XXI

1 07 2008

A guerra das ideologias diz-se que terminou aquando do fim da guerra fria, e a derradeira luta entre o socialismo e o capitalismo teve o seu período áureo no pós guerra, durante a guerra fria o mundo assistiu a um equilíbrio pelo terror, o temor de uma Terceira Guerra Mundial, a guerra nuclear, ainda mais catastrófica e mortífera que as suas predecessoras, que oporia a esfera soviética com a esfera estado-unidense, com consequências muito mais graves, onde e uma vez mais a Europa seria um dos palcos de maior risco, mas que deste feita, os alvos seriam as capitais destas esferas, Moscovo e Washington, seria a guerra mundial, mas amplamente mundial que houvera existido.

Esteve muitas vezes perto, mas felizmente não aconteceu.

Hoje em dia o que se presencia é o definhar da credibilidade do sistema comunista e do socialismo, não por culpa da ideologia em si, mas devido àqueles que se auto-intitulam portadores da ideologia, e falando clara e abertamente, aqueles que se refugiam na luta de classes e do socialismo para desculpar raptos e recurso a capitais sujos para financiarem e sua guerrilha, tal é o caso das FARC-EP que se dizem libertadores do povo oprimido, mas que no fundo não passam de criminosos, que se valem de raptos e actividades ilícitas, como o tráfico de droga, não podem ser considerados defensores do povo e da luta de classes ou do socialismo, são APENAS E UNICAMENTE CRIMINOSOS. E como tal, devemos desmarcarmo-nos deles por forma a não fragilizar a imagem da verdadeira ideologia, a ideologia que pretende mudar o mundo, instituir uma sociedade sem classes, mais justa e igual.

Mas, não se pense que as FARC-EP são as únicas neste processo desmoralizante e de descrédito, para isso contribui ainda outros factores, leia-se países, tal é o facto da Coreia do Norte e da China, ambas se dizem repúblicas socialistas, geridas por um partido comunista, mas a única inferência que daí podemos retirar é a seguinte, tanto a China como a Coreia do Norte, não são mais do que ditaduras, com especial incidência na Coreia do Norte, um Estado gerido a bel-prazer do tirano Kim Jog-ill, que faz e desfaz como bem quer, um país quase totalmente fechado para o mundo, uma decadência a olhos vistos, um país falhado por culpa da pessoa que o dirige, e do partido que o dirige. Não é de certeza um país comunista ou socialista, é uma ditadura do tipo tirânica e sem escrúpulos que oprime e tiraniza o seu povo. Uma autêntica “bandalheira”. Já a china, embora menos tirânica que a Coreia do Norte, não passa de um Estado “gigante” dirigido por uma elite política corrupta e ditatorial, ao estilo fascista, o que a distingue do regime do Estado Novo é o facto de ser dirigida por um Partido Comunista, um Partido Comunista corrompido e estropiado uma mescla de capitalismo sórdido, pior que o dos Estados Unidos e, uma perseguição impositiva, que não beneficia o povo chinês mas apenas os neo-capitalistas da elite do Partido Comunista Chinês. Grassa o desrespeito pelos direitos humanos, pelos outros Estados, enfim pela dignidade humana. Qual a razão de a China suportar o regime da Birmânia? Ou o regime de Mugabe? Só para fazer frente aos Estados Unidos? E o que dizer do Tibete, neste caso poderíamos falar em extrema protecção contra um Estado religioso, mas entre um regime do Dalai Lama e o de Pequim, sinceramente venha o diabo e escolha, se bem que TODOS OS POVOS TÊM DIREITO À SUA AUTODETERMINAÇÃO, coisa que a China não aplica, simplesmente limitou-se a invadir, conquistar e colonizar, como se fazia no tempo dos impérios.

Mas mais grave do que isso é ver o Partido Comunista Português afirmar que tem dúvidas sobre se a Coreia do Norte é uma democracia. Não há dúvida nenhuma que A COREIA DO NORTE NÃO É UMA DEMOCRACIA, É UMA DITADURA DAS MAIS OPRESSIVAS.

Como tal é urgente que o Partido Comunista Português se desvincule da China e da Coreia do Norte, os condene publicamente e publicamente os considere, países Não-Comunistas.

O PCP tem uma longa história de luta pelo povo Português e pela igualdade e não é justo ter de ser comparado à China e muito menos à Coreia do Norte, o PCP e os comunistas em geral sabem e DEVEM RECONHECER que não se revêem nestes Estados e lutar por uma sociedade mais justa, igual e sem classes, derrubar pela via parlamentar o capitalismo, e propor sempre o bem e o melhor para os nossos cidadãos e para o mundo, só assim actuaremos de consciência limpa e com mais afinco para este ideal comum.

Assim proponho que digamos em voz alta, basta ao regime Chinês e Norte Coreano, abaixo as FARC-EP, abaixo o capitalismo e a tirania, viva o socialismo, viva o comunismo e viva o Partido Comunista Português.

Proponho que o PCP se desmarque da China, da Coreia do Norte e das FARC-EP, rompa ligações e os considere regimes ditatoriais.

VIVA O COMUNISMO, VIVA O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!





10 de Junho.

10 06 2008

    Não poderia deixar passar este dia sem me expressar diante de todos vós, e começo logo por questionar se todos nós portugueses encaramos Portugal com a nossa pátria e a nossa nação, para o bem e para p mal, agora e para sempre. Porque não sei bem porquê parece-me que o tão aclamado orgulho lusitano está sintonizado num único canal, o do futebol. Mas também quem não gosta de uma futebolada à maneira?

    O problema reside em que andas as pessoas armadas em patrióticas a colocarem bandeiras à janela a apoiar a selecção nacional e isto dura até durar, ou seja seguindo as estatísticas chegará à final do europeu no dia de são nunca à tarde (e mesmo só mesmo à noitinha), enfim, acaba-se o “sonho” e o pseudo-sentimento patriótico esmorece-se. Ainda são visíveis as míseras bandeiras do Euro 2004, rotas, esfarrapadas de acordo com a economia nacional, o estandarte da perpétua derrota, e isto porquê? Porque para as tontas cabeças dos portugueses só é português quem apoia a selecção, o resto é tudo gente do contra, acaso não deverão ter presente que é crime o que estão a fazer com os símbolos nacionais (mesmo que sendo dos chineses e não bem desenhados).

    Andamos todos feitos parvos a aceitar tudo o que o governo nos faz porque nos colocaram umas palas (Euro 2008 – Produto Oficial) nos olhos que não deixam ver o perigo da subida do petróleo e do que se faz por cá? A propósito alguém se deu conta do que aconteceu em Aveiro e dinamizado pela UA? Não, claro que não, mas que a Suíça e Áustria perderam, já todos sabem.

    E as frases: “Heróis de Portugal!”, “Campeões!” entra tantas outras. Francamente, heróis, “porra”, o D. Afonso Henriques deve estar a dar voltas no túmulo ao ver estes chupistas a serem aclamados como heróis. E campeões??? Não sei bem de quê, nunca ganharam nada, a Itália é que pode chamar de campeões aos seus seleccionados.

    E andamos todos neste trinta-e-um subjugados às companhias que patrocinam estas amálgama de interesses que é o futebol, para não falar de Portugal, um país com notórias carências financeiras a custear isto tudo, um dos treinadores mais bem pagos (e não contente ainda faz publicidade) hotéis, transportes luxuosos enquanto os verdadeiros campeões nacionais têm de custear dos seus próprios bolsos as sua actividade que até trazem medalhas para Portugal.

    Mas que país é este e que povo é este que permite esta pouca vergonha? Até quando terei de ver esses bandidos como o Cristiano Ronaldo e companhia limitada (não generalizando) a darem uma de pessoas importantes e indispensáveis ao país a darem uma de fazer um favor a Portugal, com contas chorudas e nós aqui quase sem dinheiro para pagar os combustíveis, a educação e a alimentação andamos a pagar hotéis inteiros de 5 estrelas e estádios privados para o treino dos jogadores.

    Esses que aí andam a fazer ruído pelas ruas por “dá cá aquela palha” são os maiores terroristas da nação não são só aqueles a jogar ao Euro 2008 porque esses esperto aproveitam o que lhes dão, mas esses parvos de bandeiras e cachecóis nas janelas são os piores, são os que contribuem para esta miséria de haver rios de dinheiro a jorrar para lado nenhum sem nenhuma contrapartida e ao mesmo tempo existir greves paralisações etc.

Por tudo isto convém pararmos e reflectir sobre o que é o 10 de Junho, Portugal e sentimento patriótico e ver e escolher aqueles que verdadeiramente tentam empurrar Portugal para a bonança e aí sim declará-los heróis nacionais.





Do Estado Novo à Democracia

1 05 2008

Não poderia deixar passar esta data, ou melhor, esta semana que foi desde o 25 de Abril até ao Primeiro de Maio.

Por isso cá está a minha homenagem:

Uma espécie de documentário de cerca de 40 minutos sobre o Estado Novo e o 25 de Abril.

Notas:

Alguns erros foram reportados e estão a ser corrigidos( dos quais peço muita desculpa pelo erro em Humberto Delgado, mas quando se está com sono acontecem destas coisas, foi só a testar no meu DVD que vi os erros e naturalmente vai demorar todo o processo de corrigir, desde refazer o filme até à conversão, etc!





Liberalismo versus Intervencionismo.

16 03 2008

    Volto a trazer este tema que havia publicado há uns meses atrás, ainda quando estava na plataforma do SAPO.

    Uma das opções que qualquer Estado tem de tomar prende-se com a direcção da economia. E é neste ponto que tanto à direita como à esquerda, os governos necessitam de uma reflexão aprofundada, deverá ser a economia intervencionada pelo Estado ou deve este seguir uma política de distanciamento? Como estabelecer limites à acção do Estado, a fronteira entre as obrigações do Estado para com a sociedade e a do estrangulamento da actividade económica? Será à esquerda inevitável um intervencionismo pleno? E à direita, é possível um Estado com uma intervenção nula? E num regime Comunista, haverá lugar à participação privada na economia ou deverá ser o estado a comandar todos os sectores, desde as grandes companhias essenciais ao pequeno comércio?

    Convido-vos a debater este assunto no fórum da Intercom.